Está sempre presente um olhar muito pessoal, um pensamento, uma ideia, uma opinião ou uma critica, sempre que espreito através do visor da máquina fotográfica.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Faleceu Silvino Nunes
“Militar na situação de aposentado, Silvino Nunes faleceu no dia 23 de Janeiro, aos 51 anos, vítima de doença prolongada.
Defensor do jornalismo de proximidade, Silvino Nunes foi fundador dos jornais “Abarca” e “Gazeta do Tejo”, sendo actualmente Director de Programas da Rádio Tágide, de Tramagal, onde exercia também o cargo de Presidente da Assembleia Geral.
Com o seu desaparecimento, o jornalismo regional fica mais pobre mas na retina fica a sua alegria de viver e os valores tradicionais que defendia e que procurava exaltar nos seus escritos. As mulheres pescadoras da Torre Fundeira, em Belver, que com ele partilhavam o resultado das pescarias, as participações nas matanças do porco à moda antiga, que só ele sabia onde e quando ocorriam, a defesa incondicional do fado e da musica ligeira portuguesa, são apenas alguns, poucos, exemplos da sua forma de estar na vida.”
Jornal regional “Primeira Linha” de 29 de Janeiro de 2009
Silvino Nunes também fez teatro.
Apanhei-o no Salão da ACD de Valhascos, Concelho de Sardoal, no dia 27 de Maio de 2006, com o grupo de teatro amador de Praia do Ribatejo.
A peça chamava-se “Falar da Gente”.
Esta é a minha homenagem ao Silvino.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A Festa de S. Sebastião
Estava tudo programado para as 15 horas.
O tempo até estava a ajudar.
Toda a manhã tinha chovido e agora até havia uma nesga de sol.
Cerca das 15,30 horas a procissão saiu da capela.
Uma centena de metros percorridos e S. Pedro fez das suas: mandou uma bátega de água quase instantânea e sem dar tempo para grandes reacções.
Gerou-se alguma confusão, algumas pessoas continuaram na sua caminhada, agora em ritmo bastante acelerado, a Filarmónica corria para o abrigo mais próximo para proteger os instrumentos e até uma imagem da procissão, Santa Bárbara, teve de encontrar abrigo debaixo de um toldo de um supermercado, dividindo o espaço entre o gás da repsol e a lista de gelados da Olá.
Quando Santa Bárbara chegou á Igreja Matriz, na carrinha do proprietário do supermercado, ainda teve oportunidade de assistir a grande parte da cerimónia…
As pessoas comentavam amiúde que se a cerimónia tivesse começado à hora prevista, tudo teria corrido normalmente.
A Festa de S. Sebastião realiza-se anualmente na Vila de Sardoal e consta de uma procissão desde a Capela com o mesmo nome até à Igreja Matriz, transportando as imagens de S. Sebastião, Santa Bárbara e Santo Amaro bem como as diversas oferendas que são leiloadas após a missa, no Adro da Igreja Matriz ou, como neste caso, num local fechado, o mercado diário municipal.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Os senhores Padres e a fotografia !
O que é que tem uma coisa a ver com outra? Nada e tudo.
Como não ocupo algum lugar público de relevante interesse nacional e a minha família nunca me proporcionou nenhum encontro privilegiado e importante, nunca consegui ganhar o suficiente para poder ter “algum” num offshore e assim tenho de continuar a trabalhar.
E já fotografei em inúmeros locais e em muitas igrejas. E aqui já apanhei de tudo: senhores Padres que me conhecem e que nunca me puseram um obstáculo porque sabem como trabalho, senhores Padres que não querem que haja fotografias na “comunhão”, outros que não haja fotografias nas “leituras”, outras que não deixam fotografar “no altar”, outros ainda exigem que a sua figura perpetue em todas as fotos de pose com os noivos, com os padrinhos, com os convidados, etc…
Não há "uma" regra, cada senhor Padre tem "a sua".
Mas hoje aconteceu-me uma nova. Festa de S. Sebastião, em Sardoal, festa anual, que consiste numa procissão com fogaças e que vai da Capela com o mesmo nome, para a Igreja Matriz (que fotografo há anos numa perspectiva documental). Ainda no interior da capela, o “novo” senhor Padre (que está cá apenas há alguns dias) vendo que apontava a objectiva para ele, esticou a mão e disse “ Espera aí, não tiras fotografias porque estou a falar!”
Como sou educado e acato as regras dos locais onde estou a trabalhar parei de fotografar. Quando acabou chamou-me e disse que não eu não podia fotografar enquanto ele falava. Eu disse que não havia problema, só que não compreendia em que a fotografia pudesse interferir no seu “discurso” que até era informal. Vou ter de me readaptar a mais esta nova “exigência” eclesiástica local.
Mas uma coisa não posso deixar em claro: a falta de humildade ou de “educação” do senhor Padre: ao tratar-me por “tu” perante algumas dezenas de pessoas, deixou transparecer uma atitude de baixa condição porque não me conhecendo nem sequer questionando-me sobre o que eu estava ali a fazer, ou para quê estava ali a fotografar, vai daí e trata-me por “tu”.
É nestas ocasiões que penso que por vezes os percursos académicos não querem dizer que uma pessoa se torne necessariamente numa “melhor” pessoa.
Amanhã volto com outras imagens da Iniciativa.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Memórias recentes. Plástica no Centro Cultural Gil Vicente
Talvez um dos melhores espectáculos musicais que assisti no Centro Cultural Gil Vicente. Foi a 22 de Novembro último. Voltei a estar com eles em Portalegre (eu e mais 6 amigos) onde até o tempo ajudou. Depois da excelente hora e picos de musica tivemos uma surpresa: a neve. Noite memorável, essa também. Aguardo a saída da “Lovers” ainda este mês.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Objectivo ou subjectivo ?
É este o grande motivo porque estou aqui, nesta minha nova aventura.
Gosto de fotografia e faço-o desde novo. Sobretudo a registar o que me rodeia, seja para publicar em algum sitio por encomenda ou solicitação amigavel seja porque me apetece.
Para começar vou fazer textos pequenos e publicar algumas fotografias.
Fotografias que podem ser "mentirosas"
Logo que colocamos o olho atrás do visor... já estamos a "manipular" ou "mentir".
Porquê esse ângulo e esse enquadramento?
Porque sim. Porque fui eu que escolhi.
E porque escolheste este? Porque quis dar a conhecer este lado.
E porquê esse lado?
Porque é aqui onde penso estar o interesse da coisa.
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