Está sempre presente um olhar muito pessoal, um pensamento, uma ideia, uma opinião ou uma critica, sempre que espreito através do visor da máquina fotográfica.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
“Vá para fora cá dentro…”
A Barragem de Castelo de Bode, perto de Tomar (e com vista para o empreendimento Vale Manso que solicitou estes dias a sua insolvência, gerando até motivos de reportagem na TV) é um local turístico obrigatório, ou seja, um local de culto turístico regional.
E não teve honras na campanha do fotografo britânico Nick Knight ou seja, não foi alvo do nosso (?) ministro Pinho que quis colocar PortugALL no mundo.
Faz parte dum circuito domingueiro quer para o turista local, quer para o turista de longe que se cruza com este local.
Apesar dos avisos e anúncios de que é proibida a venda ambulante, é curioso registar de que há bancas com venda de santinhos, mesmo encostados a esses avisos.
Talvez seja a fé.
A Fé de que nenhuma autoridade apareça por lá…
Este portfólio foi um desafio proposto pelo Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos, para a publicação PAPELPAREDE, sob temática Lugares de Culto.
Outono de 2007.
"Em terra de cego..."
Fascinante esta entrada em Aldeia da Pena.
Após um longo e tortuoso caminho, não pude deixar de registar imediatamente esta imagem de uma aldeia de xisto do nosso país, ainda em recuperação.
Toda a paisagem é a preto e branco.
Toda? Não.
Como refiro lá em cima, bem diz o ditado popular "em terra de cego quem tem olho é rei".
Neste caso o rei é o dos gelados !
(Voltarei ao tema um dia destes)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Os “Lagartos” e os Bancos.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
É a “iMAG” da crise… ?
Em Novembro de 2008, foi distribuída gratuitamente com o jornal Público o nº 0 (zero) da revista iMAG.
Diz na nota do editor, assinada por Mafalda Lopes de Costa, que (…) A partir de hoje, e dando primazia ao fotojornalismo, todos os meses, o nosso compromisso é trazer para esta revista, essas imagens. Porque, se há imagem é notícia e, se é notícia, nós temos a imagem.
Em Dezembro comprei o nº 1 e fiquei muito agradado com a ideia. Excelentes fotos de dupla página devidamente legendadas de momentos que vão fazendo a história, divididas em secções como Portugal, Mundo, Desporto, Panorama (com excelentes portfolios) enfim, uma revista (com 116 páginas a 3 €) do melhor fotojornalismo que se vai fazendo por cá e pelo resto do mundo.
Aguardei ansiosamente por Janeiro.
Mas nada.
Contactada a revista via mail, sem sucesso, voltei-me para o grupo detentor do projecto.
Pois. O projecto está suspenso. Está em stand-by.
Resta-me uma pergunta: É a crise da imagem ou a imagem da crise?
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
O ensaio… em filme!
Não, não é um vídeo nem um filme propriamente dito.
É um trabalho fotográfico que me apeteceu fazer em película fotográfica, o vulgo “rolo”, a preto e branco.
Em Março do ano passado, carreguei a máquina fotográfica “antiga”com um rolo a preto e branco de alta sensibilidade (3200 iso) e fui assistir a um ensaio da Filarmónica União Sardoalense com o Grupo Coral do GETAS que preparavam um espectáculo a apresentar na Páscoa.
No mundo da fotografia diz-se que raramente se aproveitam de um rolo, mais de uma ou duas fotos capazes de servirem para alguma coisa.
E o desafio foi mesmo esse: o que é que eu consigo fazer com apenas um rolo de 36 exposições?
Será que quando estamos a fotografar, o clicar no botão é um gesto mecânico e impulsivo ou pode ser mais que isso?
Quantidade é sinónimo de qualidade?
Apresento-vos aqui 8 fotos do rolo de 36 que utilizei.
Um obrigado ao maestro Miguel Borges e a todos os músicos e coralistas que me deixaram “andar por ali” à vontade.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Faleceu Silvino Nunes
“Militar na situação de aposentado, Silvino Nunes faleceu no dia 23 de Janeiro, aos 51 anos, vítima de doença prolongada.
Defensor do jornalismo de proximidade, Silvino Nunes foi fundador dos jornais “Abarca” e “Gazeta do Tejo”, sendo actualmente Director de Programas da Rádio Tágide, de Tramagal, onde exercia também o cargo de Presidente da Assembleia Geral.
Com o seu desaparecimento, o jornalismo regional fica mais pobre mas na retina fica a sua alegria de viver e os valores tradicionais que defendia e que procurava exaltar nos seus escritos. As mulheres pescadoras da Torre Fundeira, em Belver, que com ele partilhavam o resultado das pescarias, as participações nas matanças do porco à moda antiga, que só ele sabia onde e quando ocorriam, a defesa incondicional do fado e da musica ligeira portuguesa, são apenas alguns, poucos, exemplos da sua forma de estar na vida.”
Jornal regional “Primeira Linha” de 29 de Janeiro de 2009
Silvino Nunes também fez teatro.
Apanhei-o no Salão da ACD de Valhascos, Concelho de Sardoal, no dia 27 de Maio de 2006, com o grupo de teatro amador de Praia do Ribatejo.
A peça chamava-se “Falar da Gente”.
Esta é a minha homenagem ao Silvino.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A Festa de S. Sebastião
Estava tudo programado para as 15 horas.
O tempo até estava a ajudar.
Toda a manhã tinha chovido e agora até havia uma nesga de sol.
Cerca das 15,30 horas a procissão saiu da capela.
Uma centena de metros percorridos e S. Pedro fez das suas: mandou uma bátega de água quase instantânea e sem dar tempo para grandes reacções.
Gerou-se alguma confusão, algumas pessoas continuaram na sua caminhada, agora em ritmo bastante acelerado, a Filarmónica corria para o abrigo mais próximo para proteger os instrumentos e até uma imagem da procissão, Santa Bárbara, teve de encontrar abrigo debaixo de um toldo de um supermercado, dividindo o espaço entre o gás da repsol e a lista de gelados da Olá.
Quando Santa Bárbara chegou á Igreja Matriz, na carrinha do proprietário do supermercado, ainda teve oportunidade de assistir a grande parte da cerimónia…
As pessoas comentavam amiúde que se a cerimónia tivesse começado à hora prevista, tudo teria corrido normalmente.
A Festa de S. Sebastião realiza-se anualmente na Vila de Sardoal e consta de uma procissão desde a Capela com o mesmo nome até à Igreja Matriz, transportando as imagens de S. Sebastião, Santa Bárbara e Santo Amaro bem como as diversas oferendas que são leiloadas após a missa, no Adro da Igreja Matriz ou, como neste caso, num local fechado, o mercado diário municipal.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Os senhores Padres e a fotografia !
O que é que tem uma coisa a ver com outra? Nada e tudo.
Como não ocupo algum lugar público de relevante interesse nacional e a minha família nunca me proporcionou nenhum encontro privilegiado e importante, nunca consegui ganhar o suficiente para poder ter “algum” num offshore e assim tenho de continuar a trabalhar.
E já fotografei em inúmeros locais e em muitas igrejas. E aqui já apanhei de tudo: senhores Padres que me conhecem e que nunca me puseram um obstáculo porque sabem como trabalho, senhores Padres que não querem que haja fotografias na “comunhão”, outros que não haja fotografias nas “leituras”, outras que não deixam fotografar “no altar”, outros ainda exigem que a sua figura perpetue em todas as fotos de pose com os noivos, com os padrinhos, com os convidados, etc…
Não há "uma" regra, cada senhor Padre tem "a sua".
Mas hoje aconteceu-me uma nova. Festa de S. Sebastião, em Sardoal, festa anual, que consiste numa procissão com fogaças e que vai da Capela com o mesmo nome, para a Igreja Matriz (que fotografo há anos numa perspectiva documental). Ainda no interior da capela, o “novo” senhor Padre (que está cá apenas há alguns dias) vendo que apontava a objectiva para ele, esticou a mão e disse “ Espera aí, não tiras fotografias porque estou a falar!”
Como sou educado e acato as regras dos locais onde estou a trabalhar parei de fotografar. Quando acabou chamou-me e disse que não eu não podia fotografar enquanto ele falava. Eu disse que não havia problema, só que não compreendia em que a fotografia pudesse interferir no seu “discurso” que até era informal. Vou ter de me readaptar a mais esta nova “exigência” eclesiástica local.
Mas uma coisa não posso deixar em claro: a falta de humildade ou de “educação” do senhor Padre: ao tratar-me por “tu” perante algumas dezenas de pessoas, deixou transparecer uma atitude de baixa condição porque não me conhecendo nem sequer questionando-me sobre o que eu estava ali a fazer, ou para quê estava ali a fotografar, vai daí e trata-me por “tu”.
É nestas ocasiões que penso que por vezes os percursos académicos não querem dizer que uma pessoa se torne necessariamente numa “melhor” pessoa.
Amanhã volto com outras imagens da Iniciativa.
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