quarta-feira, 4 de março de 2009

Voltei ao CIRCO!

E voltei porque a SIC anunciava na reportagem “perdidos e achados” que ia revisitar um grupo de crianças artistas que estavam, na altura, no circo. Referia a reportagem que estes “pequenos artistas” tinham recebido um computador portátil do governo, para poderem seguir, on-line, à instituição escola, uma vez que andavam de terra em terra e nunca poderiam frequentar um espaço físico que lhes permitisse avançar na formação académica a par da formação artística. Lembrei-me logo da conversa com o “palhaço” Carlos, português de gema que me confidenciara que em outros países as condições de trabalho eram significativamente diferentes. Dizia-me ele, em 2006, que logo aqui em Espanha, o Ministério da Educação “destacava” professores para acompanhar, de terra em terra os artistas jovens, de forma a conciliar até as preferências desses docentes (voluntários ou com pré disposição para este tipo de trabalho e "aventura") criando assim condições ideais para estes jovens alunos artistas. E mais, que aqui os espaços de trabalho eram espaços sem grandes condições, com brita e cascalho e que, de Espanha para cima, era impensável um circo instalar-se sem ser em grandes espaços totalmente relvados. E havia até casos em que até interditavam estradas ao trânsito automóvel para que o espaço circundante ficasse com melhores condições. Este trabalho, foi realizado no Circo Nacional de Cuba, em Lisboa, no ano de 2006. Apresentei um conjunto de 12 fotografias em Setembro passado, no Centro Cultural Gil Vicente, numa colectiva de fotografia integrada nas Festas do Concelho. Estas não faziam parte dessa mostra.

terça-feira, 3 de março de 2009

Fotógrafos sobre controlo

Não vai ser hábito colocar aqui links de posts para outros blogues. Mas este tem de ser. É um relato de Luíz Carvalho, reporter do Expresso sobre a forma de control que a "máquina de imagem" do PS entendeu montar aos fotojornalistas para "proteger" a outra imagem, a do PS. http://instantefatal.blogspot.com/2009/03/fotografos-rigorosamente-vigiados-no.html

segunda-feira, 2 de março de 2009

Enfim, a Aldeia da Pena!

Custou chegar lá. A estrada sinuosa e vazia ia proporcionando vistas panorâmicas sobre o Vale do Vouga. Mas era preciso encontrar alguma referência a S. Macário e Pena. Estava a ser difícil lá chegar. O roteiro dizia que (…) Esta pequena aldeia viveu, durante séculos num isolamento total. Até os que faleciam tinham de ser transportados em padiolas monte acima, nascendo daí a lenda do “mosto que matou o vivo”. O fundo do vale gera um microclima que favorece uma paisagem verdejante e florida. As casas são de xisto e as ruas estreitas. Aqui vive apenas uma dezena de pessoas, mas já surgiram duas lojas de artesanato e produtos naturais e um café (…) Segundo a senhora Augusta, apenas 9 pessoas permanecem nesta aldeia, actualmente.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

GPS ou Grandes Placas Sinaléticas

Algumas fotografias captadas por esse país fora em que nenhum GPS alguma vez estaria preparado para encontrar as respectivas coordenadas. E algumas bem perto…

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ai Portugal, Portugal… (1)

Pela Serra da Gralheira. Sugeria o roteiro, uma visita ao Castro da Cárcoda, “(…) umas ruínas arqueológicas, onde existiu um povoado de pastores e agricultores que por aqui terão habitado durante mil anos. Algumas das casas em pedra foram reconstruídas de forma a recriar o ambiente. Esta aldeia fortificada ter-se-á estendido por 15 hectares protegidos por uma muralha de pedra de que ainda há vestígios” (…). Mesmo com a ajuda do gps foi difícil lá chegar. Estacionámos num pequeno parque e a partir dali teria de ser a pé. E fomos. Cerca de 100 metros à frente… lá estava o Castro. Assim:
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

E o tamanho conta?

Claro que o tamanho conta. E o Aspecto também. Não sejam maldosos e não estejam já a pensar que este blogue como diz lá em cima é sobre fotografia e que o autor já está a falar de tudo o mais, menos de fotografia. Eu explico. Tenho feito muitas reportagens fotográficas de casamentos e baptizados para amigos numa perspectiva assumida de “reportagem”, isto é, documentar o que acontece sem interferir na cerimónia. Mas também tenho sido convidado muitas vezes a fazer parte do grupo de amigos privilegiados que querem que nós estejamos perto deles para festejar o seu casamento. E claro que estou sempre atento ao trabalho que os outros fotógrafos vão fazendo. E tenho reparado que a reacção de muitos Senhores Padres ao aspecto e tamanho do equipamento fotográfico por vezes, não é uniforme. Um tipo com uma máquina fotográfica grande, deve ser profissional. Logo fica na mira e sobre vigilância atenta. Uma dúzia e meia de amigos engravatados dos noivos, com compactas digitais fotográficas e de vídeo são amadores. E por isso ninguém lhes liga. Podem até andar onde o profissional nunca ousaria andar. Reconheço que muitos profissionais (?) quase montam autênticos estúdios fotográficos portáteis nas Igrejas e por isso devam ser “controlados”, quer pelo exagero e excessivo protagonismo que acabam por ter na cerimónia, quer pela falta de respeito pelo local e pela cerimónia em si. E estou de acordo com algum controlo que se queira impor aos profissionais (?) no seu geral. E coloco o (?) porque penso que um verdadeiro profissional de fotografia deveria pensar sempre que a ética e a deontologia também deviam ser “ferramentas” do seu trabalho. E tenho algum orgulho em me ter cruzado com muitos Senhores Padres da minha região dos quais nunca tive um reparo sequer sobre a minha conduta neste tipo de Cerimónias. E posso referir muitos deles: Padre José da Graça, Padre Pedro Tropa, Padre Francisco Valente, Padre José Carvalheira, Padre Luís Baptista, Cónego António Esteves e mais alguns que já não estão entre nós como o Padre Rodrigues Vermelho, Padre André Pinheiro ou Padre Sousa e mesmo em cerimónias que contava com a presença do Senhor Bispo que esteve até á pouco tempo nesta Diocese, D. Augusto César. Entendo que o que faz o verdadeiro repórter é o facto e a capacidade de poder passar despercebido e fotografar as emoções e os acontecimentos sem ser notado. Não fosse ter de transportar um equipamento tão grande, muita gente nem sequer se aperceberia que ali estava um repórter fotográfico. E se por acaso algum dos Senhores Padres acima mencionados não se lembrar de mim, só quer dizer que o meu trabalho foi mesmo discreto.

Anónimos

Apenas pretendo esclarecer que os comentários anónimos poderão não ser publicados se eu entender que poderão não cumprir as regras básicas de sensatez ou que contenham expressões ofensivas sobre outros. Obrigado pela compreensão

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Esclarecimento

Este blogue é um espaço pessoal, da minha inteira responsabilidade onde coloco textos e fotografias da minha autoria. Não publicarei aqui fotografias que digam respeito directamente ao trabalho fotográfico que tenho desempenhado no âmbito do meu emprego como funcionário público (e aqui convêm esclarecer que apesar de ser considerado por muita gente como “o fotografo da Câmara”, o meu cargo na verdade é “Coordenador Técnico” da Secção de Cultura e Turismo o que significa que fotografo para a câmara apenas por questões altruístas). Dito isto esclareço que as ideias, os pensamentos e as imagens que publico aqui, nunca poderão ser confundidas em parte ou em todo com a minha actividade profissional na Câmara Municipal de Sardoal. Obrigado.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

“Vá para fora cá dentro…”

A Barragem de Castelo de Bode, perto de Tomar (e com vista para o empreendimento Vale Manso que solicitou estes dias a sua insolvência, gerando até motivos de reportagem na TV) é um local turístico obrigatório, ou seja, um local de culto turístico regional. E não teve honras na campanha do fotografo britânico Nick Knight ou seja, não foi alvo do nosso (?) ministro Pinho que quis colocar PortugALL no mundo. Faz parte dum circuito domingueiro quer para o turista local, quer para o turista de longe que se cruza com este local. Apesar dos avisos e anúncios de que é proibida a venda ambulante, é curioso registar de que há bancas com venda de santinhos, mesmo encostados a esses avisos. Talvez seja a fé. A Fé de que nenhuma autoridade apareça por lá… Este portfólio foi um desafio proposto pelo Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos, para a publicação PAPELPAREDE, sob temática Lugares de Culto. Outono de 2007.