terça-feira, 17 de março de 2009

Além-Tejo

Alentejo, região de características únicas e de gentes genuínas. Alentejo de causas e de emblema de liberdade. Alentejo de calmaria e de desassossego. Tens das melhores paisagens naturais e das que, ao sabor das vontades e interesses, sabe-se lá de quem, te transforma assim, de um dia para o outro, de região PIN.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A pré-campanha

O Sardoal já respira campanha eleitoral autárquica. Já são conhecidos os principais candidatos à Câmara Municipal pelas duas forças políticas que provavelmente, irão disputar a liderança do concelho nos próximos 4 anos: o PS e o PSD. E até já encontramos cartazes de pré-campanha do PS, com a fotografia do candidato entre o símbolo do poder autárquico, o pelourinho, e a "representação teatral" de Gil Vicente (painel de azulejos) como que já a ensaiar o papel de presidente de câmara. Fernando Vasco já se mostra nas muitas esquinas, cruzamentos e outros locais com de impacto visual. Mas o que me surpreende nesta primeira “investida” é o facto de o candidato trazer a sua condição académica antes do seu nome. Acena-nos por aqui e por ali, o… Dr. Fernando Vasco! E surpreende porque é a primeira vez que vejo esta forma de aparecer em cartazes de propaganda eleitoral, com o apêndice da condição académica colada ao nome. Não me lembro de ver cartazes do “Professor Cavaco Silva”, ou do “Doutor Mário Soares”, ou mesmo do “Engº José Sócrates” (embora aqui possa compreender o porquê), tanto mais que Fernando Vasco já exerceu funções de chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Interna e de assessor do secretário de Estado da Protecção Civil. Está nos meandros destas coisas, portanto. Tal facto não lhe devia passar ao lado. É que esta coisa não é linear nem uma condição para ser uma pessoa mais reconhecida. Todos conhecemos pessoas que sem qualquer habilitação média ou superior são um poço de cultura, conhecimento e humildade e outras que têm elevados graus académicos e são, perdoem-me a expressão, umas bestas (com o devido respeito e pedido de desculpas a estes bichos que não têm culpa nenhuma). Sugeria eu assim, que nos próximos materiais de propaganda o PS retirasse o tal… “Dr.” Retirem esse apêndice e vão ver que fica muito melhor na fotografia. Fica mais próximo do povo. Digo eu, claro, que não percebo nada destas coisas.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sardoal em postal de fim de semana!

É frequente sair de casa com a máquina fotográfica ao ombro e andar a passear pelas ruas do Sardoal mais antigas ou como lhe chamamos cá, “as ruas velhas”. Sabe-me bem rever e recordar aquelas ruas. As cores, as janelas, as portas e sobretudo aqueles pormenores que ficam lá mais para cima e que quase ninguém repara. Estamos a ver sempre em frente e esquecemos que lá em cima também há coisas interessantes. Basta olhar para lá, de vez em quando.

sábado, 7 de março de 2009

Confeço, estou vissiado !

É triste mas é verdade. Um omem nem senpre tem corajem de revelar os seus víssios. Mas agora não posso deichar paçar a corajem de vos confeçar: Estou vissiado no jogo. Desde que a minha pequenota tem o Magalhaês aquilo é uma tentassão. Não conçigo parar. Ele é jogo atràs de jogo… Ganda Socraste. Se não foces tu, nunca teria oportonidade de ampliar os meus conhessimentos e ver o mundo a qores e em ecrâ de tamanho perfeitamente adecuado para que mais tarde, os noços filhos poçam fazer parte das listas para cerem operados em Cuba. Muito obrigado a a ti e a toda a tua equipa que, como diçeste na televizão, também utilisam o Magalhaês. Abenssoados sejão. Também, com os venssimentos que eles e os seus inúmeros asseçores políticos (e secretarios e secretarios dos secretarios e asseçores dos secretarios e asseçores dos asseçores ganhão, que deve ser para ssima de uma pipa de maça), era de esperar que finalmente o noço Pais pudeçe finalmente, ter orguljo em produzir o seu próprio computador 100 por sento nassional. É que ate as tradussões das verções dos jogos são feitas em Portugal e por Portugueses. E o dinheiram que aquela empreza que fês os computadores jà ganhou, embora sem concurço publico, nâo é nada em comparassão ao benefíssio que o pais vai refletir no fututo, na area das novas tecnolojias. Deviamos ter orgulho e dar a maioria abçoluta que ele quer. E viva Portugual.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Há mar e mar…

Hoje apeteceu-me ver o mar. Mas como não o tenho aqui assim tão perto, recorri ao mundo virtual e tentei concentrar-me no ecrã do computador. Não, não é a mesma coisa. Falta o cheiro, o vento, a brisa, o barulho das ondas, o sal, a areia, o sol,… Mas por outro lado consegui, em pouco tempo, fazer uma pequena viagem pela nossa costa e passei por Sesimbra, Sagres, Zambujeira do Mar, Tavira, Porto Covo e tantos outros lugares de que guardo grandes recordações.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Voltei ao CIRCO!

E voltei porque a SIC anunciava na reportagem “perdidos e achados” que ia revisitar um grupo de crianças artistas que estavam, na altura, no circo. Referia a reportagem que estes “pequenos artistas” tinham recebido um computador portátil do governo, para poderem seguir, on-line, à instituição escola, uma vez que andavam de terra em terra e nunca poderiam frequentar um espaço físico que lhes permitisse avançar na formação académica a par da formação artística. Lembrei-me logo da conversa com o “palhaço” Carlos, português de gema que me confidenciara que em outros países as condições de trabalho eram significativamente diferentes. Dizia-me ele, em 2006, que logo aqui em Espanha, o Ministério da Educação “destacava” professores para acompanhar, de terra em terra os artistas jovens, de forma a conciliar até as preferências desses docentes (voluntários ou com pré disposição para este tipo de trabalho e "aventura") criando assim condições ideais para estes jovens alunos artistas. E mais, que aqui os espaços de trabalho eram espaços sem grandes condições, com brita e cascalho e que, de Espanha para cima, era impensável um circo instalar-se sem ser em grandes espaços totalmente relvados. E havia até casos em que até interditavam estradas ao trânsito automóvel para que o espaço circundante ficasse com melhores condições. Este trabalho, foi realizado no Circo Nacional de Cuba, em Lisboa, no ano de 2006. Apresentei um conjunto de 12 fotografias em Setembro passado, no Centro Cultural Gil Vicente, numa colectiva de fotografia integrada nas Festas do Concelho. Estas não faziam parte dessa mostra.

terça-feira, 3 de março de 2009

Fotógrafos sobre controlo

Não vai ser hábito colocar aqui links de posts para outros blogues. Mas este tem de ser. É um relato de Luíz Carvalho, reporter do Expresso sobre a forma de control que a "máquina de imagem" do PS entendeu montar aos fotojornalistas para "proteger" a outra imagem, a do PS. http://instantefatal.blogspot.com/2009/03/fotografos-rigorosamente-vigiados-no.html

segunda-feira, 2 de março de 2009

Enfim, a Aldeia da Pena!

Custou chegar lá. A estrada sinuosa e vazia ia proporcionando vistas panorâmicas sobre o Vale do Vouga. Mas era preciso encontrar alguma referência a S. Macário e Pena. Estava a ser difícil lá chegar. O roteiro dizia que (…) Esta pequena aldeia viveu, durante séculos num isolamento total. Até os que faleciam tinham de ser transportados em padiolas monte acima, nascendo daí a lenda do “mosto que matou o vivo”. O fundo do vale gera um microclima que favorece uma paisagem verdejante e florida. As casas são de xisto e as ruas estreitas. Aqui vive apenas uma dezena de pessoas, mas já surgiram duas lojas de artesanato e produtos naturais e um café (…) Segundo a senhora Augusta, apenas 9 pessoas permanecem nesta aldeia, actualmente.