quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dia Mundial da Fotografia

Não sou sensível e receptivo aos dias disto, daquilo e do outro. Não costumo festejar nem comemorar, voluntariamente, esta forma de chamar a atenção para as coisas. Tenho as minhas causas e entendo que devo fazer, diariamente, tudo o que possa para as defender e enaltecer. Ontem foi o Dia Mundial da Fotografia. Para mim, foi mais um dia. Não fiz nenhuma fotografia em especial mas trabalhei numa série delas por questões profissionais, o que tenho vindo a fazer nestes últimos dias, até o boletim “O Sardoal” ir para a gráfica. Assim este post não pretende “comemorar” em especial este dia, mas dar continuidade ao meu trabalho nesta área. O que apresento hoje é uma história que nos pode remeter para as mais variadas interpretações que dependem das referências pessoais e colectivas que cada um foi desenvolvendo e acumulando ao longo da sua vida. Pode ser uma história gira, interessante, sem piada nenhuma, um bom "apanhado", ou tudo o mais que queiram entender. No entanto uma coisa é certa: nunca saberemos o que está para lá da cerca. Então a fotografia pode ser, também, sobre a invisibilidade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Regresso

Estou de regresso. Depois de alguns dias de merecidas férias, estou de volta ao meu cantinho. E recomeço com uma sugestão. Se forem para os lados de Caminha, Cerveira, Melgaço, Monção, etc, passem pela XV Bienal de Cerveira. Até finais de Setembro não percam sobretudo as visitas guiadas que nos ajudam a “entrar” no mundo da arte contemporânea. Vão a www.bienaldecerveira.org que tem lá toda a informação. No norte, em Agosto, realizam-se inúmeras festas onde a tradição e a modernidade se cruzam. Foi o que achei deste “desfile” que assisti em Cerveira e do qual que mais tarde veremos mais imagens. Aliás parece-me que é um desfile que se realiza em várias localidades do norte. Ficam agora apenas alguma fotografias. Ah, e não deixem de subir ao monte do “veado”. Boas férias.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Estranho País este!

Esta segunda-feira a PSP vai leiloar 217 armas. A quem possuir licença, claro. As espingardas, caçadeiras, pistolas e revólveres nunca estiveram envolvidas em actos criminosos e são todas perdidas a favor do Estado, ou foram recolhidas pela Polícia de Segurança Pública em actos administrativos ou por entrega voluntária. Todas as armas estão em perfeitas condições de funcionamento e são maioritariamente das classes B, de calibre 7,65 e nove milímetros, destinadas apenas a elementos das forças e serviços de segurança ou militares, e da classe B1, de 6,35 milímetros designadas como armas de defesa pessoal. Confesso que cada vez estou mais confuso com esta espécie de país. Há armas a mais e isso preocupa o Governo, pelo menos é o que dizem para a comunicação social. O próprio até fez uma campanha de entrega voluntária de armas não licenciadas e apresentou números de sucesso. Quer dizer, aprendem-se as armas, recebem-nas voluntariamente e depois… toca a vendê-las e a devolvê-las de novo à sociedade. Sim senhor. Bonito exemplo. E mais, parte dessas armas são destinadas apenas a elementos das forças e serviços de segurança ou militares… Mas afinal qualquer um as pode ter, desde que tenha o Curso de Formação Técnica e Cívica necessário para possuir arma de fogo. Estranho país este… Qualquer dia começam a leiloar as drogas que vão apreendendo, em pequenas doses claro, e só a quem provar que é para consumo próprio. O défice baixava logo e nem era preciso vender mais património.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Festival Hipico de Sardoal

Não resisto a inserir esta fotografia que gosto particularmente. É do Festival Hipico que a Associação Recreativa da Presa (ARP) tem dinamizado nos últimos anos durante as Festas do Concelho, com o apoio de várias entidades. Dedico esta foto à ARP em geral e ao Jorge Gaspar e ao Ricardo em particular, pelo empenho e pela persistência na realização desta iniciativa que cada vez mais se torna dificil de concretizar pelos apoios que por vezes são precisos e que teimam em não aparecer. Este ano realiza-se a 20 de Setembro. Estão todos convidados.

As Festas estão quase aí

É já em Setembro proximo. De 18 a 22. Esperemos que as fortes contenções orçamentais não comprometam a imagem e as caracteristicas que as Festas do Concelho gozam ao longo destes anos todos. É que o Sardoal foi o pioneiro deste conceito de Festas em toda a região. Fiz sempre parte da sua organização, ora nos primeiros anos pelo GETAS (em 1986 com a sua I Semana Cultural) ora depois na secção de cultura da autarquia. Espero que no futuro possamos dar mais algum alento e recuperar todo o esplendor que estas Festas já tiveram.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Crónica de maldizer

A questão da avaria da sinalização semafórica nos três cruzamentos da EN 2 está prestes a ser resolvida. José Sócrates, sim, ele mesmo, passou por aquela via á bem pouco tempo e inteirou-se da situação. Objectivasubjectiva sabe que Sócrates foi alertado pela empresa que anda a colocar os seus cartazes de propaganda eleitoral. A empresa alertou o primeiro-ministro de que os cartazes perdiam visibilidade e eficácia se as pessoas não parassem ali um bocadito. Assim não valia a pena colocar ali nada. “Passam todos a mais de 90 à hora…” teria dito o responsável da empresa ao telefone para o próprio José Sócrates. “E mais, senhor Engenheiro, é que do outro lado também está um grande cartaz do seu camarada que quer ganhar a câmara daqui e ainda por cima escolheu o slogan O candidato da mudança… talvez fosse boa ideia mudar qualquer coisa aqui. Pondo isto a funcionar agora era uma boa" acrescentou o mesmo. "Ganha o senhor e o seu camarada. Já viu quantas pessoas podem parar aqui e olhar para os dois cartazes?" Já no local Sócrates teria contactado o seu ministro Mário Lino que por sua vez intercedeu junto de Almerindo Marques, o homem das Estradas de Portugal. Mário Lino teria até garantido ao PM que intermitências naqueles semáforos… Jamé! Uma coisa é certa. O jornal Correio da Manhã noticiava hoje, dia 17 de Julho, com base numa nota emanada pelo Gabinete de Comunicação da Estradas de Portugal, que a empreitada para reparação dos sistemas semafóricos já tinha sido consignada. Noticia ainda aquele matutino que um sistema já está reparado e os outros dois, como requerem equipamento específico, estarão reparados durante a próxima semana.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O outro lado...

...das coisas!

Marvão

Numa das escapadinhas que costumamos fazer, fomos para o norte e andámos sem destino. De regresso, passávamos perto de Marvão e decidimos ir até lá. Surpresa. Mais de duas horas para andar 4 km. Estava a decorrer a Festa da Castanha. Entre o cansaço e a folia lá fomos nós comer umas castanhas assadas. E até encontrámos pessoal do Sardoal. E ainda deu para fazer uns apontamentos fotográficos.

sábado, 11 de julho de 2009

Uma questão de comunicação...

Comunicação. Diziam-nos na escola que para haver comunicação é preciso haver um emissor e um receptor. Neste caso Figueira da Foz "comunica" com o Mar e vice-versa. Mas enquanto uns usam os meios de comunicação existentes, outros são mais atrevidos e mandam mensagens. E á moda antiga, através de garrafas. E essas mensagens até nós podemos ler, mesmo sem abrir a garrafa. São mensagens de falta de civismo. Temos um pouco a mania de entender que por isto ser nosso (publico) fazemos o que queremos. Mas esquecemo-nos de que também é nossa a responsabilidade de preservar e manter limpo o que é nosso.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Concerto

Outra perspectiva de um concerto. Neste caso o da Filarmónica União Sardoalense por ocasião do inicio das Comemorações dos 500 Anos da Misericórdia de Sardoal, no Centro Cultural Gil Vicente.

sábado, 20 de junho de 2009

Beleza e prostituição

Marta Sicurella (http://www.martasicurella.com/) é uma jovem artista que utiliza a fotografia como forma de expressão pessoal. Na arte contemporânea fico sempre na dúvida se a Marta pode ser considerada uma fotógrafa ou uma utilizadora do suporte fotográfico, como recurso para desenvolver as suas ideias e os seus projectos. Mas isso é outra questão e também pouco importa. Qualquer que seja a opção, o seu trabalho nunca pode ser apreciado em função destas escolhas e tal facto nem sequer deverá nunca desvalorizar a sua criatividade. Para Marta, “artista” é aquele que vê o que os outros não vêem. O trabalho dela deverá despertar alguma sensação. Ela trabalha sobre aquilo que não está lá, que não se vê. A literatura e alguns escritores são uma fonte de inspiração recorrente. E as Galerias são coisas muito esquisitas, sobretudo para a fotografia. Tive o privilégio de assistir recentemente a uma conferência de Marta Sicurella no Politécnico de Tomar. A primeira imagem que apresentou foi uma imagem vencedora de um World Press Photo . Tentava ela demonstrar que a simplicidade e a poesia com que ela via o mundo dispensavam este tipo de fotografias, de que há aos milhares por aí em tudo o que é sítio. Para ela o mundo é muito melhor do que essas imagens espelham. E acrescentava que imagens deste tipo poderiam deixar de ser captadas para darem lugar a uma nova esperança e a uma visão mais optimista do mundo. Comecei a ficar impacientemente sentado porque não estava a ficar inteiramente de acordo. Gerou-se a discussão quando a Marta referiu que aquelas fotografias eram, para ela, uma forma de “prostituição”. O debate estava lançado. Referi o interesse jornalístico, a força e a importância que uma fotografia pode ter num contexto de guerra ou destruição, para a opinião pública (como a destruição das torres gémeas), da carga informativa e ainda lembrei o que a história já nos tem ensinado, quando os jornais e revistas tiveram de enviar fotógrafos para a frente de combate, por “exigência” dos leitores que queriam saber o que se passava lá na frente porque as coisas não batiam certo com as informações institucionais. Claro que o fotojornalismo tem uma função própria. É sobretudo informação. Lembrei-me deste episódio hoje quando comprei a última edição da revista PHOTO (edição francesa) inteiramente dedicada à ecologia (a não perder). Não vi fotografias com pessoas a chorar porque perderam entes queridos na guerra, não vi fotografias com sangue a escorrer de uma qualquer vítima de um desmoronamento nem sequer fotografias de alguém a apontar uma pistola à cabeça de ninguém. Mas vi fotografias de tamanha violência e choque que não consigo passar sem vos mostrar aqui apenas dois desses casos: O primeiro são dois jovens a refrescarem-se no rioWawa, em Bacoor, nas Filipinas (fotografia de MIke F. Alquinto/Epa/Corbis) e a outra em Manila, também nas Filipinas da vida quotidiana ao longo de um curso de água carregado de detritos (fotografia de Francis R.Malasig/Epa/Corbis).
Agora digam-me lá se estas fotografias nunca tivessem sido tiradas e publicadas, teríamos consciência dos problemas que o mundo ainda atravessa em pleno séc. XXI? Teríamos a mesma consciência colectiva se não tivéssemos conhecimento do bom e do mau e do poder destrutivo que o homem ainda tem? Sem estas imagens seríamos seres capazes de pensar e de alterar comportamentos?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pilhas...

de cadeiras e mesas!
É um bom exercício fotográfico.
Uma esplanada arrumadinha pode dar bons grafismos. Experimentem.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mesquinhez… ou talvez não!...

Há coisas que me arreliam e que me colocam na dúvida: será que ainda estou à procura do mundo perfeito e a lutar por algum ideal ou estou a ficar realmente mesquinho e chato? Estava a ver a sic noticias estes dias e calhei a parar naquele programa que falam de automóveis, dos novos lançamentos, dos salões, dos comparativos etc. Já vi este programa outras vezes (também gosto de estar a par do desenvolvimento da tecnologia aplicada ao automóvel). Este programa costuma terminar com alguns conselhos sobre segurança: como ultrapassar em segurança, reduzir a velocidade quando chove, verificar pontos chave antes de uma grande viagem, seguir as regras de trânsito, como praticar uma condução defensiva, etc., etc., etc. Mas se já repararam, muitas destas preocupações vão por água abaixo e denotam apenas “boa vontade” ou constitui apenas uma forma de “ficarem bem na fotografia”. É que quando os repórteres estão extasiados a conduzir “as máquinas”, esquecem-se das mais elementares regras de trânsito. Não há risco contínuo que resista… É ou não é uma piada mostrarem-nos as máquinas como “não devem ser conduzidas” e no final alertarem-nos que o código da estrada é para cumprir? Mas que raio de país é este!...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Tempo

Podemos ter tempo para tudo e podemos não ter tempo para nada. Depende do ritmo que queremos imprimir à nossa vida ou do tempo que estamos condicionados por determinada fase resultante da nossa escolha em que acreditamos estar a dar mais alguma razão à nossa existência. E neste momento o tempo para mim está como uma nuvem escura que está a passar aqui por cima, embora já a caminho de outras paragens. Não tenho tido tempo ultimamente para poder vir aqui. E tenho tantas coisas meio escritas e outras tantas para escrever que estou aqui danadinho à espera de melhores dias para as poder publicar com as fotografias que tenho feito ultimamente. Por isso não estranhem se passarem alguns dias a passar por aqui e não hajam novidades. Prometo que voltarei sempre que o céu apresente algumas abertas.