segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tempo instável

Tinha a máquina fotográfica no banco ao lado. Não a tirei sequer do saco.
Ia perder o espectáculo na expectativa de conseguir nem que fosse apenas uma foto.
Tinha decidido apreciar e sorver cada minuto daquela viagem entre o Entroncamento e o Sardoal pela A23, antes da hora do jantar.
Os Pearl Jam já tinham começado o concerto uns km atrás. Repetiam tudo o que eu tinha ouvido no Restelo vai para 11 anos (23 de Maio de 2000).
A chuva começava a cair intensamente e o céu estava cada vez mais escuro. A velocidade máxima admissível era uns 60 km/hora.
No meio do escuro o céu iluminava-se cadenciadamente ora á minha frente, ora dos lados como que a lembrar que a natureza é assim, ameaçadora, implacável e bela ao mesmo tempo.
E tenho quase a certeza que "lá em cima" alguém sabia que o som dos Pearl Jam era uma boa oportunidade para se iniciarem as hostes.
Já tinha ouvido Red Mosquito, Light Years, Nothing as it Seems, Given to Fly, Immortality...
Subi o volume e no meio de tanta chuva Eddie Vedder ainda me brindou com Last Kiss.
Duas vezes!...
Acho que este concerto foi só para mim.


Mas o tempo está muito instável.
Há uns dias atrás na Nazaré o sol era rei.
A preto e branco, aqui está o que vi por lá.
Bem vindos de novo, ao meu cantinho.














































terça-feira, 10 de maio de 2011

Até onde a luz alcançar...

Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.
(Platão)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Silêncio e tanta gente

Foi o projecto AMAR que me lembrou desta música de Maria Guinot, em Constância, agora nas Festas de Nª Srª da Boa Viagem.
É uma música que o tempo teima em não apagar.

Passei por Constância que tem sempre "tanta gente" e também algum "silêncio" e tentei fazer outras fotografias que não os "barquinhos engalanados" como tenho feito todos os anos.
Ficam aqui algumas.




























Pode ver e ouvir aqui
Silêncio e tanta gente

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Paixão de Cristo

Coloquei no meu perfil do facebook um album de fotografias relacionado com a iniciativa que o GETAS organizou na Semana Santa, a teatralização da Paixão de Cristo.
Deixo aqui o link. Basta clicar aqui em baixo e depois clicar na primeira foto.

A Paixão Cristo