quinta-feira, 7 de julho de 2011

Marcas

Colocar as nossas músicas favoritas em modo aleatório enquanto estamos a trabalhar, é uma caixinha de surpresas. Há que tempos que não ouvia November Rain dos Guns n’Roses.
Viajar até á época da chuva e do frio foi um instante.
Sentir a chuva a escorrer no rosto… e com o calor que tem estado, seria mesmo reconfortante. Arrefecíamos.
Sim, como as coisas estão, agora podemos misturar isto tudo.
Já não sabemos quando é verão ou inverno. Até poderia ser a June Rain, July Rain ou mesmo December Rain ou January Rain. Tanto faz. Desde que nos refrescasse o corpo e a alma...
Bem, vou clicar de novo o Play e vamos ver o que me vai sair desta vez.
Talvez depois vos diga.

A fotografia é sempre sinónimo de subjectividade. É sempre uma representação.
Sobre esta fotografia  - A vida é um jogo… temos o nosso espaço… a nossa ideologia… a nossa forma de ver o mundo… acreditamos nela... e temos de a defender…  defender as nossas posições… os nossos sonhos… as nossas vontades… as nossa convicções… e, mesmo que tenhamos de abandonar esse espaço, mesmo que apenas temporariamente, a nossa marca fica lá… à espera que voltemos. E durante esse tempo temos de ter a consciência de que tudo á nossa volta continua passível de ser transformado.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Contradições

Segunda-feira, 13 de Junho, Festas da Cidade, Abrantes.
Muita gente aguardava Jorge Palma. Como eu.
Mas logo que começou o concerto, já havia gargalhadas à minha volta.
Jorge Palma esquecia-se das letras, (das que até eu sei de cor), negava aos restantes elementos a ordem do espectáculo, não encontrava as letras, trocava os instrumentos… Não, não era assim que eu gostaria de recordar este espectáculo. Para mim, será difícil voltar a assistir a outro concerto do Palma.
Prefiro ficar na memória com os excelentes momentos que o Jorge já me proporcionou, ao vivo. Mas vou continuar a ouvir os seus discos com a mesma vontade e a mesma frequência com que ouvia antes.
E os seus últimos trabalhos são mesmo muito bons. Pena é que as rádios se tenham ficado pelo “Dormia tão sossegado” (No tempo dos assassinos, 2001) ou “Encosta-te a mim” (Voo nocturno, 2007). Isto para não falar no esquecido “Norte” (2004).

Sexta-feira, 1 de Julho, Mostra de Mação.
Manuela Azevedo e o seu Clã, subiam ao palco.
No largo… quase ninguém.
Não é motivador subir a um palco sem estar a ouvir assobios, gritos ou palmas.
Só o silêncio e um espaço enorme á frente do palco.
Não, não era assim que eu gostaria de recordar um concerto. Mas desta vez, vou voltar sempre que tenha oportunidade de ver e ouvir Clã ao vivo. Apesar da pouca gente que ainda se foi juntando, os Clã foram altamente profissionais e competentes. E divertiram-se. O seu novo trabalho “disco voador” inspirado e trabalhado para os mais novos é muito interessante, com um ritmo maduro e sobretudo, muito inteligente.
E aconteceu o inédito. Depois do “encore”, Manuela Azevedo perguntou se podiam tocar mais uma.
Parabéns Clã. Um dos melhores grupos nacionais. Sem dúvida.

Jorge Palma - Abrantes




Clã - Mação




quinta-feira, 30 de junho de 2011

9 de Julho, Torres Novas

Pode ser útil para quem possa ir de férias por estes dias, por exemplo.
Durante a manhã, breve abordagem teórica sobre os seguintes assuntos:

- fotografia, o que é;
- velocidade de obturação, diafragma, iso;
- profundidade de campo,
- objectivas, tipos e aplicações;
- enquadramento e composição;

Durante a manhã, serão propostas e discutidas as temáticas para a componente prática que se realizará durante a tarde. Pretende-se que cada participante possa desenvolver um portfólio em forma de projecto pessoal.

(para mais informações, clicar na imagem para ampliar)




sexta-feira, 24 de junho de 2011

A espera

Apenas pretendo deixar um agradecimento especial a todos os que ultimamente têm vindo a este espaço e não têm visto novidades. Muito em breve tornarei com as minhas subjectividades.
Deixo-vos com Mário Henrique Leiria e os seus Contos do Gin...


A Nêspera

Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece



terça-feira, 14 de junho de 2011

TejoSentido

Grupo de fotografia do Facebook mostra TejoSentido em Torres Novas

É inaugurada no próximo sábado, dia 18, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, pelas 15 horas a exposição de fotografia TejoSentido.
É a primeira exposição pública do grupo “Fotógrafos Amadores do Ribatejo”, criado no Facebook há alguns meses e que tem como objectivo a partilha de fotografias, ideias, técnicas e tudo o mais relacionado com a arte fotográfica.
Este grupo, actualmente composto por 38 autores, alberga uma variedade de autores da região do Ribatejo e constitui um "retrato" de como vários estilos e várias técnicas se podem conciliar, tendo como único objectivo a divulgação e promoção da actividade fotográfica no/do Ribatejo.
Nesta exposição estão trabalhos de Abílio Dias, António Kool, Carlos Maltez, Fátima Condeço , Humberto Branco , José Costa, José Ribeiro, José Vieira (Serralha), Lília Reis, Luís Amaral, Maria Isabel Clara, Mário Medeiros, Paulo Carneiro, Paulo Sousa, Pedro Barradas e Sérgio B.

Mais informações sobre os autores aqui:
http://www.wix.com/fotografosamadores/fotografosamadores



(trabalhos de Paulo Sousa, sobre a Festa de Nª Srª da Boa Viagem, Constância, que integram a exposição.)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A dança dos tabuleiros

Escola Vocacional de Dança da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, de Tomar, no Centro Cultural Gil Vicente, Sardoal, a 21 de Maio último.
Coreografia dos alunos do Curso Básico de Dança, (50 elementos) sob coordenação de Margarida Ferreira e Andreia Marques e sob fundo musical de Danças Ocultas, Lufa Lufa, Galandum Galundaina e Yann Tiersen.

Da Festa dos Tabuleiros, enquanto manifestação popular e tradicional, promovem-se os processos criativos, os saberes e os valores que importa revitalizar e respeitar. Assim, a genuinidade da Festa é levada em trabalhos coreográficos que se unem com alegria na celebração deste acontecimento. Há o embelezamento das ruas com flores e ornamento das janelas, a poesia parece brotar escrita nas flores, o branco dos trajes e claro, o momento tão esperado de firmeza do agarrar dos tabuleiros, simbolicamente apresentado num jogo de equilíbrio de cestos (www.cm-sardoal.pt).