quinta-feira, 22 de março de 2012

O carrossel

A história que pode contar com a fotografia ou a fotografia que pode contar uma história.
Pessoalmente entendo que podemos ter as duas coisas.
Feira de S. Matias, Abrantes. Por volta de 1990 (?)

Três homens adultos divertem-se num carrossel de cadeiras.
O da esquerda, provavelmente o mais velho, vai a fumar mas o cigarro está na boca, permanentemente. Não o larga porque não consegue. As mãos são precisas para se prender. Agarra com firmeza o ferro de proteção da cadeira e viaja com as pernas semi abertas e curvadas como que tendo encontrado o possível equilibrio de si. Mas deixa transparecer que está tenso ou até que poderá ser a primeira vez que anda nisto.
O outro logo a seguir parece estar descontraído e enfrenta  esta aventura agarrando-se ás correntes de uma forma mais desportiva com as pernas esticadas e subidas, como que a cortar o ar. Ah e tem um chapéu a condizer e a fazer lembrar que isto é uma brincadeira, comparando com o trabalho de controlar o gado que tem lá na sua quinta.
O terceiro, é o rei desta coisa. Agarra-se apenas com a mão esquerda na parte lateral da cadeira, deixando a outra para segurar o cigarro. As pernas estão completamente caídas e descontraídas. A expressão do rosto, poderá levar-nos a pensar que ele está a dizer ao mais velho: "quando eu era puto, fugia de casa para vir ajudar a montar isto e depois eles deixavam-me andar á borla"...

(clique na foto para ampliar)

terça-feira, 20 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dualidade

Um muro não tem de ser de pedra.

O Rei da Montanha

Kate Bush está na memória de muitos pela música “babooshka”. Estávamos em 1980. Depois disso voltou a aparecer na rádio e na tv, ao lado de Peter Gabriel.
Entretanto nunca mais se ouviu falar dela.
Mas em 2005 gravou “Aerial”, para mim, um dos melhores discos desse ano.
Desse duplo cd (constituído pelo disco 1 “A Sea of Honey” e pelo disco 2 “A Sky of Honey”), convido-vos a ouvir em volume razoável e com alguma qualidade sonora, “King of the Mountain”.



Por falar em  Rei da Montanha lembrei-me que por vezes temos tendência a subir até ao ponto mais alto que nos seja possível alcançar e ver a realidade de outro ponto de vista, de outro ângulo. E talvez pensar que afinal, “O Rei da Montanha” pode ser qualquer um de nós…


terça-feira, 13 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

Dar as mãos

Hoje acabei o dia de trabalho a fotografar retrato.
Enquanto o Mário ia fazendo as perguntas e anotando o essencial eu ia interiorizando algumas ideias para fazer a fotografia.
Mas neste trabalho, existem sempre momentos inesperados que nos vão despertando a atenção e que nos dariam, por si só, outro olhar sobre a condição humana, ou outro tema para reportagem se assim o quiserem.

É o caso deste momento que "roubei" ao trabalho oficial e que poderá até nem ser referido no texto nem nas fotografias: a importância das mãos no relacionamento entre as pessoas.
Neste caso, as da mãe (em cima) e as do filho.
Ela já fez 100 anos. Ele está nos 77.

As mãos podem ser uma forma de relacionamento entre as pessoas e a forma com que são envolvidas reforçam sempre uma atitude.
Uma atitude de amor, de respeito, de carinho ou qualquer outro sentimento que não referi e vos possa ser reconhecido.





segunda-feira, 5 de março de 2012

Fotografias... perdidas!

As arrumações por vezes têm destas coisas.
Por entre os mais de 200 CD's que constituem ainda parte do meu arquivo fotográfico digital, encontrei o trabalho que fiz para a TAGUS em 2003 (primeiro trabalho digital/analógico) sobre a arquitetura vernácula da região, que julgava ter perdido.

"Um Olhar à Arquitetura Vernácula", foi o título do livro, objeto final deste trabalho.
A ideia e o conceito é de Rui Serrano, a recolha de textos de Luís Filipe Dias e o design de Paulo Passos. O prefácio foi assinado pelo arquiteto Francisco Pires Keil do Amaral.

Locais fotografados para este projeto: Abrantes, Amêndoa, Cabeça Gorda, Cerro do Outeiro, Chaveirinha, Chão do Pião, Constância, Constância Sul, Concavada, Colos, Envendos, Entrevinhas, Ladeira, Maxial do Alem, Mouriscas, Pego, Pereira, Ribeira da Isna, Santa Margarida, Sardoal, Vale de Grou e Valhascos.






quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Por terras de Alcácer II

Tínhamos acabado de perder o grupo.
Uns para um lado, outros para outro.
É natural que assim seja. Todos vemos as coisas de forma diferente.
Como eu e a Lília temos uma abordagem mais humanista, mais ligada com as pessoas, fizemos um percurso mais alternativo.
Acabados de percorrer grande parte da zona mais antiga de Alcácer, chegámos ao que penso ser a praça central. Sentámo-nos num banco daquela praça. Ouvíamos musica dos anos 70 que saía de alguma loja ali perto. Mas ali mesmo em frente, um lavatório antigo pintado de branco, chamava-nos a atenção. Reparámos então que a musica também vinha de lá.
 
Entrámos...
Parecia que estávamos noutro mundo, que tínhamos recuado no tempo... era uma loja de antiguidades ligadas ao som, à música, à eletrónica...
Palavra puxa palavra e apresento-vos Adriano dos Santos Marques (pai) e Luís Manuel da Silva Marques (filho).
Adriano foi projecionista profissional no "velho" Cine Teatro de Alcácer com carteira profissional passada em 20 de julho de 1963 pelo Sindicato Nacional dos Profissionais de Cinema.
Era eletricista e tinha uma oficina de consertos de equipamentos eletricos no geral e de aparelhagens sonoras em particular. Luís, seguiu-lhe a profissão.
Agora, pai e filho repartem o balcão desta pequena loja. "Agora não há nada para arranjar. É deitar fora e comprar novo."

Para não vos maçar com mais palavras o melhor é virem connosco visitar parte da loja.
Sim, parte, porque para verem tudo e para ouvir algumas histórias de vida interessantes pelo meio, o melhor é mesmo dar lá um saltinho.
No final da conversa acabámos por passar também pelas antigas instalações do Cine Teatro.

Ah e comprei um "cartuxo" (anterior ás antigas cassetes de áudio) como recordação daquela loja. Alguém ainda se lembra o que é?

(clique na foto para ampliar)































terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Amanhecer

É o nome do disco de Diana Basto.
Não o ouvia há algum tempo. A música e a letra é de Pedro Abrunhosa.
São canções que fizeram parte do teatro musical "O Rapaz de Papel", obra encomendada por António Mega Ferreira a Nuno Artur Silva (guião) e Pedro Abrunhosa (música), para o "Festival dos 100 dias", da Expo 98 e que pretendia celebrar a banda desenhada.
Como diz Nuno Artur Silva nas notas prévias deste seu guião, "(...) Mais do que tudo, o que me cativa na banda desenhada é o contraste entre a fragilidade do papel, (com os seus heróis de papel) e a força das imagens, com o poder da imaginação.
Metáfora da vida: somos personagens de papel, com as nossa luas, sonhos, corações de papel. E é disso que esta história do Rapaz de Papel fala: da fragilidade e da força, do medo e do risco, do quotidiano e da aventura. (...)"

Hoje, em pleno período de máscaras, ouvi Diana Basto e, em imitação de herói, ousei pintar-me de cores garridas, vestir a capa e voar numa aventura onde a imaginação me pudesse levar a conseguir agarrar o sorriso das estrelas, mesmo que em poucos quadradinhos.

(clique para ampliar)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Além Tejo ...

...ou imagens do depois do Tejo e do antes do Guadiana... ali para os lados do Alqueva.
Pouco importa se mais para cima se mais para baixo. O País todo está assim... vazio!
E não há responsáveis… ninguém sabe de nada… independentemente se é para Riba ou para Além Tejo.
Neste caso foram para além de milhões… muitos.
Os que estamos todos a pagar. Todos os dias.
E continuamos vazios, de ideologias, de pessoas, de vontades, de responsabilidades, de vida...
Aqui, neste Além Tejo, até a nossa sombra pode ser protagonista de uma imagem que não passa da nossa imaginação.

(clique para ampliar)














terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

As sombras existem...

As sombras existem quando a luz insiste em tornar um lado das coisas mais belo.




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Um olhar sobre Constância

Abre sábado, 11 de fevereiro, pelas 16 horas, no Posto de Turismo de Constância.
Estão convidados.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Fotografia Total

Foi um prazer ver fotografias minhas publicadas no único espaço televisivo da tv portuguesa sobre fotografia e logo no mesmo programa onde António Barreto também está presente.

Ao minuto 12:53, algumas fotografias que fazem parte da minha exposição que abre no proximo sábado, dia 11 no Posto de Turismo de Constância.

Programa na TVI24 sobre fotografia


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um olhar sobre Constância

(clique para ampliar)

Por terras de Alcácer... I

O desafio veio de Alpiarça.
Da Secção de Fotografia da Sociedade Filarmónica Alpiarcense - 1º de Dezembro.
Um passeio fotográfico a Alcácer do Sal e ao Cais Palafítico da Carrasqueira. 
As minhas primeiras impressões... fotográficas, claro.




















Informações sobre a iniciativa, AQUI