Já é antiga e continua interminável, a discussão sobre a veracidade da fotografia enquanto elemento de comunicação e informação.
E sem referir propriamente, a manipulação digital que está ao alcance de qualquer um.
Refiro-me ao ponto de vista, claro.
Mas é como tudo.
Se tivermos 10 jornalistas a cobrir um acontecimento, teremos também 10 versões mais ou menos diferentes, na forma como a história será construída e contada.
E já não falo sobre os órgãos de comunicação social (ou grupos económicos) aos quais eles pertencem.
Hoje nas notícias das 20 horas, a RTP passava uma reportagem em forma de homenagem aos bombeiros e à organização da Proteção Civil, com depoimentos de pessoas que agradeciam o apoio prestado por estes.
Ao mesmo tempo, na SIC, a opinião era unânime. Populações e responsáveis autárquicos apontavam o dedo à forma como a Proteção Civil respondia a estes dias de intensa atividade de combate aos incêndios.
Resta-nos a nós, descodificar isto tudo e formar a nossa própria versão dos acontecimentos.
Talvez por isso os nossos governos não tenham muito interesse em investir na educação.
Um povo educado, com bases, investe no pensamento.
E isso pode ser mau, claro.
Está sempre presente um olhar muito pessoal, um pensamento, uma ideia, uma opinião ou uma critica, sempre que espreito através do visor da máquina fotográfica.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
Omelete….subjetiva!
Cebola, pimento verde e vermelho, cenoura e azeite.
Depois acrescenta-se bacon, presunto e chouriço aos bocadinhos pequeninos.
Batem-se os ovos e acrescenta-se salsa e queijo.
Vai ao lume e já está.
Esta entrada neste blogue é completamente despretensiosa quer a nível gastronómico quer a nível fotográfico.
As fotografias foram realizadas na bancada de trabalho com uma compacta e apenas com a luz natural disponível, proveniente das janelas.
sábado, 7 de julho de 2012
Paris. 2 dias. 85 fotos.
Antes de ler esta entrada recomendo que leia também esta.
Comboio Europeu. Paris. Dois dias.
Para quem fotografou em pelicula, deve lembrar-se da gestão meticulosa dos gastos e consequentemente do que queríamos fotografar.
Não se podia ver o resultado logo a seguir o que implicava que não sabíamos de concreto o que tínhamos acabado de fotografar e assim, não se podia corrigir a exposição, a temperatura de cor, o enquadramento (no caso dos motivos móveis), não se podia mudar a sensibilidade a não ser que mudássemos o rolo, enfim, não se podiam correr muitos riscos quando premíamos o botão.
Levei 12 rolos de 36 exposições, um para cada dia. E a sua gestão era mesmo meticulosa.
Hoje fotografaria muito mais.
Mas uma das coisas que aprendemos quando temos de gerir os poucos recursos que temos, é ter mais certeza nas coisas que queremos fotografar e do modo como as fotografamos
E isso, por si só, pode constituir alguma diferença.
Pode ver o album completo aqui, através do facebook
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A fotografia como testemunho intemporal
Costumo dizer que o facebook é aquilo que queiramos que ele seja.
Em 1990 ganhei uma viagem de 12 dias pelos principais países da europa no "Comboio Europeu", uma iniciativa da Juvemedia.
Era o 1º prémio do concurso de fotografia "descobre a tua terra".
Era o 1º prémio do concurso de fotografia "descobre a tua terra".
Nesse comboio onde viajavam cerca de 500 jovens, fiz amigos e deixei amigos. Pessoas que nunca mais vi nem sequer sabia do seu paradeiro.
Descobri entretanto naquela rede social um grupo que tinha sido criado para tentar encontrar participantes naquela aventura.
Isto fez-me recuar no tempo e digitalizar as fotografias que fiz nessa viagem.
Lembro-me que quando saí do Sardoal estavam a começar a montar o palco para as Festas do Concelho e Semana Cultural e quando cheguei estavam a desmontá-lo.
O que é certo é que já reencontrei alguns desses amigos, através das fotografias.
A fotografia também tem esse grande poder, o de nos proporcionar uma viagem pela história, pela nossa história.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Portugal... portugal.....
Obrigado Cristiano, obrigado seleção.
Não, não é pessoal nem é para denegrir. É para enaltecer.
Sinto que, embora endinheirados e longe da situação económico/política do nosso país, vocês hoje lutaram por nós. Por todos os que por aqui ainda vivem.
Eu explico.
Sei eu e reparou muita gente, que há uns dias que se anda aqui a falar em “novas medidas de austeridade”…!
Ora não sendo eu propriamente um expert nesta matéria, logo percebi que, caso vocês tivessem acertado naquela baliza com mais determinação e Portugal passasse para a final….. pimba… seria a oportunidade ideal.
Já estou a ver… os patriotas todos em estado de plena alegria, não por não poderem ir de férias nem por não poderem pagar os estudos dos seus filhos mas porque vocês afinal tinham acertado na baliza dos Espanhóis. Era a altura ideal. Mas que mais sentido de patriotismo que marcar perante os espanhóis no futebol?…..
Mas vocês foram mais inteligente do que se poderia imaginar e evitaram que, para já, eu e muitos outros, para além de já estarmos a pagar e bem, os BPN’S, os Isaltinos, os Freeports e tantos outros que tantas linhas iriam aqui ocupar, ainda teríamos de pagar algum imposto por acordar cedo, para trabalhar, claro.
Que impostos por não se fazer nada e não contribuir para ao nosso desenvolvimento, não existem, pelo contrário, esses … são considerados subsídios.
Sinto que, caso vocês tivessem ganho este grande desígnio nacional, seríamos nós que teríamos de reforçar a nossa contribuição financeira para que os “cérebros” deste governo pudessem ser pagos pelo esforço sobrenatural do seu trabalho como ministros, de chegar á brilhante conclusão que a melhor e única solução para esta crise nacional seria mesmo …. aumentar mais um impostozeco ou criar outro qualquer, olhem, pelo ar que respiramos por exemplo, já poderíamos assim pagar à EDP……..pelas energias renováveis….
Sugiro Jorge Palma ( eVicente, o seu filho) para acompanhar este meu pensamento
terça-feira, 26 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
O brilho da festa
Acabou por não haver. O petisco, claro.
Em resposta à provocação, os caracois acabavam por voltar ao saco de plástico que envolviam a embalagem: afinal não estavam quentes.
A cerveja arranjava-se mas os caracóis... esses... estavam frios...
Foi pena.
Enquanto a discussão avançava eu ia tentando imaginar o brilho que cada uma destas lâmpadas coloridas podiam reservar para este fim de dia. E para o fim de semana de festa. Como se cada uma delas estivesse à espera para se acender.
Mesmo assim garanto-vos que vi grande parte delas acesas.
Mas a máquina fotográfica também é subjetiva, e não se comprometendo tecnicamente com o que viu , ela assistiu a tudo.
Elas só registam o que nós queremos. Mesmo que fiquem ali, paradas, em cima de qualquer superficie.
É que a fotografia pode ser muito mais do que carregar no botão....
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Corridas
Uma pequena mostra do que foi a 1ª Descida de Carros de Rolamentos de Monte Cimeiro, Alcaravela, Sardoal.
terça-feira, 12 de junho de 2012
As pontes que precisarás passar
Ninguém pode construir em teu lugar
as pontes que precisarás passar,
para atravessar o rio da vida
- ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números,
e pontes, e semideuses que se oferecerão
para levar-te além do rio;
mas isso te custaria a tua própria pessoa;
tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho
por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o.
(F. Nietzsche)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Do outro lado
Nem sempre a sombra tem de ser limitada ao espaço que habitamos.
Ela pode expandir-se e dar lugar de novo, à luz.
domingo, 13 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
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