terça-feira, 6 de novembro de 2012

Infinito finito

O título é meramente sugestivo.
E subjetivo, claro.
 
Pode ser um olhar infinito para o céu, no raiar de um novo dia, com espaço mais que suficiente para a evasão, seja através dos sonhos ou apenas do pensamento e da vontade, mas ao mesmo tempo com um objeto que nos lembra a prisão, a segurança, o poiso, a forma de nos mantermos seguros, a castração da liberdade ou a constatação de que, afinal, o infinito  também pode ter barreiras, embora de fácil transposição.
 
E pode ser também um olhar deliberadamente finito, terreno, materialista, de simplicidade e de fácil navegação, com um caminho pré-determinado já preparado por outros e que nos convida a seguir, sem desvios, sem questões, embora a aparente barreira nos faça pensar que é território inacessível mas de fácil passagem, claro. Pode ser um caminho que leve a alguma coisa de concreto.
 
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Lua

A lua tem sido objecto de inspiração ao longo do tempo.
Escritores, fotógrafos, músicos, filósofos e muitos mais, encontraram e encontram na lua, uma forma de se expressarem, quer pelo misticismo que ela representa, quer pelo mistério que lhe está conferido.
Ou apenas e tão só pelo encanto que ela desperta.
Na música, são conhecidas inúmeras referências.
Pink Floyd, Credence, Elvis, Frank Sinatra, Camel, Abrunhosa, etc etc etc.....
 
Mas como não quero escrever muito senão ninguém vai ler isto e, em forma de homenagem pessoal à lua, à minha lua, quero fazer acompanhar esta fotografia do Sardoal no fim de tarde do domingo passado, com uma música de Cowboy Junkies.
Crescent Moon, a primeira música deste album de 1993.
 
(...)  Raise your eyes to a moonless sky
And try to wish upon a rising star
Search all you want for her blessing
But you won't find her sparkling there
Now cast your eyes to a part of the sky
Where nothing but darkness unfolds
And watch as all around you
She reveals the brilliance of secrets untold (...)
 
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Janelas secretas

Façamos de conta que cada janela simboliza o estado de espírito de cada morador, em determinada altura do dia.
E que a cor dessa janela se ajusta automaticamente ao estado de cada um.
Imaginemos que todas as casas eram assim.
Fácil, não?
Sim.
Benvindos às casas sem segredos.
 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Chuvas

Chegaram as primeiras chuvas de outono.
Gosto desta estação.
Para passear e para estar em casa.
Gosto da presença da chuva, gosto de a sentir e gosto de a ouvir cair lá fora.
Este tempo cinzento, por vezes, também proporciona um melhor colorido, pelo contraste.
É que neste cenário cinzento qualquer cor se evidencia.
 
Estas fotografias foram todas captadas hoje, ao fim do dia, praticamente á porta de casa.
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Entrevinhas

Final do dia em Entrevinhas (Sardoal).
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Outono

Gosto do outono.
É um período do ano que me faz ver a natureza de outra forma.
Como que o fim de um ciclo e o inicio de outro.
As folhas que antes serviram para nos dar alguma sombra e equilibrar o ambiente quente do verão já não são precisas e as árvores dispensam-nas por uns meses.
É que depois de um período de frio e de chuva, nada melhor para uma árvore do que receber a primavera de novo.
E ela precisa estar complemente engalanada como de vida nova se tratasse...
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Lado lunar

 

Carlos Tê escreveu e Rui Veloso canta.
Tirando todo o dramatismo à expressão como diz a letra, o lado lunar é o lado mais secreto, mais íntimo, mais desejado.
Talvez porque a luz que a lua reflete esteja envolta em mistério.
E talvez porque nos afeta diretamente, como dizem os ententidos nas coisas dos astros e dos horóscopos.

 
 
 

 

 


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Planos

Muitas vezes o que está alí á nossa frente, em plano alargado, nem sempre representa o todo.
Muitas vezes o todo é apresentado apenas em pequenas partes, em pequenos detalhes.
 
 
(Festas do concelho de Sardoal, 2012)
 
 
PS - Espero poder voltar agora a este espaço com mais frequência do que aquela que tem sido ultimamente.
A todos os que têm passado por aqui o meu muito obrigado.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Era uma vez...

Estão convidados a visitar.
Há muitas estórias para contar e recontar.
Esta exposição é um apelo à imaginação e um convite para uma visita ao mundo da fantasia.
 
 

domingo, 19 de agosto de 2012

Ponto de vista elevado

Na fotografia, por vezes, como tudo na vida, temos de subir mais alto para podermos ver as coisas de outra forma.
Continuação de um bom Dia Mundial da Fotografia.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A máquina acordou

Estava curioso para ver e ouvir Amor Electro ao vivo.
A Voz da Mariza já me era familiar quando ainda era "Donna Maria".
E, apesar de estar a fazer a reportagem fotográfica, saí de lá com a alma cheia.
Amor Electro é uma banda a sério. E ao vivo comportam-se como tal.
E ganharam-me logo na primeira música...uma versão de "No teu poema", um original de José Luís Tinoco popularizada por Carlos do Carmo.
Pode ver aqui uma versão gravada para televisão.
No entanto em Vila de Rei, ao vivo, esta musica ganhou mais corpo e mais força com o envolvimento de toda a banda.
E estávamos apenas no inicio do concerto...


No teu poema
No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um canto, chão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro.











segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pontos de vista

Já é antiga e continua interminável, a discussão sobre a veracidade da fotografia enquanto elemento de comunicação e informação.
E sem referir propriamente, a manipulação digital que está ao alcance de qualquer um.
Refiro-me ao ponto de vista, claro.
Mas é como tudo.
Se tivermos 10 jornalistas a cobrir um acontecimento, teremos também 10 versões mais ou menos diferentes, na forma como a história será construída e contada.
E já não falo sobre os órgãos de comunicação social (ou grupos económicos) aos quais eles pertencem.
Hoje nas notícias das 20 horas, a RTP passava uma reportagem em forma de homenagem aos bombeiros e à organização da Proteção Civil, com depoimentos de pessoas que agradeciam o apoio prestado por estes.
Ao mesmo tempo, na SIC, a opinião era unânime. Populações e responsáveis autárquicos apontavam o dedo à forma como a Proteção Civil respondia a estes dias de intensa atividade de combate aos incêndios.
Resta-nos a nós, descodificar isto tudo e formar a nossa própria versão dos acontecimentos.
Talvez por isso os nossos governos não tenham muito interesse em investir na educação.
Um povo educado, com bases, investe no pensamento.
E isso pode ser mau, claro.


sábado, 14 de julho de 2012

Omelete….subjetiva!

Cebola, pimento verde e vermelho, cenoura e azeite.
Depois acrescenta-se bacon, presunto e chouriço aos bocadinhos pequeninos.
Batem-se os ovos e acrescenta-se salsa e queijo.
Vai ao lume e já está.

Esta entrada neste blogue é completamente despretensiosa quer a nível gastronómico quer a nível fotográfico.
As fotografias foram realizadas na bancada de trabalho com uma compacta e apenas com a luz natural disponível, proveniente das janelas.









sábado, 7 de julho de 2012

Paris. 2 dias. 85 fotos.

Antes de ler esta entrada recomendo que leia também esta.

Comboio Europeu. Paris. Dois dias. 
Para quem fotografou em pelicula, deve lembrar-se da gestão meticulosa dos gastos e consequentemente do que queríamos fotografar.
Não se podia ver o resultado logo a seguir o que implicava que não sabíamos de concreto o que tínhamos acabado de fotografar e assim, não se podia corrigir a exposição, a temperatura de cor, o enquadramento (no caso dos motivos móveis), não se podia mudar a sensibilidade a não ser que mudássemos o rolo, enfim, não se podiam correr muitos riscos quando premíamos o botão.
Levei 12 rolos de 36 exposições, um para cada dia. E a sua gestão era mesmo meticulosa.
Hoje fotografaria muito mais.
Mas uma das coisas que aprendemos quando temos de gerir os poucos recursos que temos, é ter mais certeza nas coisas que queremos fotografar e do modo como as fotografamos
E isso, por si só, pode constituir alguma diferença.

Pode ver o album completo aqui, através do facebook

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A fotografia como testemunho intemporal

Costumo dizer que o facebook é aquilo que queiramos que ele seja.
Em 1990 ganhei uma viagem de 12 dias pelos principais países da europa no "Comboio Europeu", uma iniciativa da Juvemedia. 
Era o 1º prémio do concurso de fotografia "descobre a tua terra".
Nesse comboio onde viajavam cerca de 500 jovens, fiz amigos e deixei amigos. Pessoas que nunca mais vi nem sequer sabia do seu paradeiro.
Descobri entretanto naquela rede social um grupo que tinha sido criado para tentar encontrar participantes naquela aventura.
Isto fez-me recuar no tempo e digitalizar as fotografias que fiz nessa viagem.
Lembro-me que quando saí do Sardoal estavam a começar a montar o palco para as Festas do Concelho e Semana Cultural e quando cheguei estavam a desmontá-lo.
O que é certo é que já reencontrei alguns desses amigos, através das fotografias.
A fotografia também tem esse grande poder, o de nos proporcionar uma viagem pela história, pela nossa história.