sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Agora não, ainda não


Já era noite quando aquele homem, em passo apressado, entrou na estação.
Estava frio apesar do casaco lhe fazer crer que não haveria motivo para se sentir assim.
Meteu a mão no bolso e tirou uma nota de 10 euros.
Um homem de cara cheia, rosto gelado e de aspeto simples olhava-o fixamente talvez por se sentir sozinho naquela estação ou apenas porque o frio o impedia de pensar em qualquer outra coisa.
Meio confuso, dirigiu-se à bilheteira e pediu um bilhete para até onde aquele dinheiro desse desde que fosse no próximo comboio que passasse por aquela estação.
O homem da bilheteira olhou-o fixamente por uns segundos. Sem dizer uma palavra viu qual o próximo comboio e até onde daria a nota de 10 euros e deu-lhe o bilhete rodando aquela coisa do tipo “toma lá dá cá”, sempre atento se a nota estava na parte certa e oposta da roda.
O homem recebeu o bilhete e sem sequer olhar qual o seu destino, sentou-se ao fundo da estação. Os seus olhos, meio inchados, manifestavam alguma tristeza e transpareciam água e sal.
Passou pouco mais de um minuto quando o silêncio foi interrompido. O homem levantou-se apressadamente, tirou o bilhete do bolso, amachucou-o como um vulgar papel de pastilha elástica, atirou-o para o canto da sala e saiu.

 
 
 
 
Inspirado na música Agora não, ainda não de Jorge Palma
 
 
Agora não, ainda não
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho assuntos por resolver

Agora não, ainda não
Já conheço o inferno e o céu
E ando a rondar o jardim
Das delícias

Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora

Agora não, ainda não
Tenho um grande fascínio por ti
Havemos de discutir
Há mistérios por desvendar
Agora não, ainda não
Há enigmas que só nós dois
Teremos de decifrar
Um dia

Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora

Agora não, ainda não
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho coisas por resolver
Agora não, ainda não
Guarda-me esse barco tardio
Dá espaço ao meu coração
Vadio


Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A fotografia da onda

A onda de McNamara ou de Tó Manel?

 Não interessa. O que interessa é que este norte-americano e sobretudo, este fotógrafo português, “Tó Manel” (António Manuel da Silva), fizeram mais pelo turismo em Portugal, a custos reduzidos, que os prestigiados fotógrafos internacionais pagos a peso de ouro (com o nosso dinheirinho e a nosso convite) fizeram com as suas campanhas “fotográficas” e que nós, “orgulhosamente” (?) apresentámos “lá fora”.

 Também é interessante analisar este fenómeno de popularidade, pelo ponto de vista fotográfico.
Se Tó Manel não tivesse feito esta fotografia, McNamara seria assim tão falado no momento?
Não era, tenho a certeza. Grande parte deste protagonismo deve-se à excelente fotografia do momento.

 Estas coisas da informação e comunicação têm estes fenómenos. Por vezes uma fotografia pode ser a chave fundamental para o reconhecimento de capacidades de muitos outros. O que é pena, é que esta capacidade de testemunhar, comprovar e surpreender pelo processo fotográfico, seja, por vezes tão pouco reconhecida e valorizada.
Basta ver algumas notícias sobre este assunto.
Sabemos tudo sobre a vida de McNamara mas sobre Tó Manel quase nem conseguimos saber a sua naturalidade.

Parabéns para McNamara mas principalmente, parabéns para Tó Manel.

 Parabéns também para outro surfista português (António Silva) que parece ter feito algo idêntico ao norte-americano.
Teve azar. Tó Manel não conseguiu uma boa fotografia da sua prestação…


Sem tílulo

 
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A sombra...

... que deixava sonhar!
 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

domingo, 13 de janeiro de 2013

Fotografia e luz

Está nos manuais.
Condição essencial para haver fotografia, é haver luz!
Aliás, é o efeito e a forma da incidência da luz no plano que fotografamos que nos pode dar aquela imagem que pode transformar uma imagem banal numa imagem que pode ser a fotografia da nossa vida.
Mas por outro lado, a fotografia também pode ser a antítese disso tudo.
Por exemplo, uma fonte de luz pode ser retratada apenas pela luz que lhe incide e pela sombra que provoca, mantendo também o seu interesse estético, isto é, pode ter um papel passivo, apesar de ser...uma fonte de luz.
Mas pode bastar apenas um gesto para podermos baralhar isto tudo e podermos ter uma fotografia da fonte de luz, agora irradiando o seu próprio brilho esbatendo a sombra que as outras luzes lhe provocam.
É tudo uma questão de opção.
 
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Voa

Voa.
Apesar do teu céu estar carregado,
dos ventos se mostrarem zangados
e do teu ar ficar cada vez mais gelado,
voa.
E quando menos esperares
estarás de novo a salvo
pronta para mais um nascer do sol
ou de uma noite de luar!



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Facecity

Não sabemos se é o mural da Lena.
Sabemos sim que é um mural comum, daqueles públicos, dos que nem é preciso pedir amizade.
E a mensagem acaba por ser eficaz porque toda a gente a pode ler. Incluindo a Lena.
No entanto e apesar de estar ali na rua, para que todos a vejam, esta mensagem acaba por ser anónima.
Gosto deste facecity.
Fotografei e mostro aqui como forma de homenagem ao seu autor.
E à Lena, claro.
É como se tivesse colocado lá um "like".
 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Da minha janela

A todos quanto vão espreitando esta minha janela virtual independentemente da sua relação com a época que atravessamos, quero desejar as maiores felicidades.
Esta é uma imagem da minha janela. Física. Mas que serve para me ligar ao exterior e para que o exterior se ligue a mim.
Aberta ou fechada ela constitui uma passagem. De luz.
Boas Festas.
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O meu barco

Talvez seja num rio, como tantos outros.
Talvez seja num lago, como tantos que conheço.
Ou talvez apenas na minha imaginação...
Talvez seja apenas o meu barco
Que passeia ao sabor da sua vontade
Nas águas frias das chuvas de inverno 
Onde não tem medo de naufragar...
 
 
(clique na imagem para ampliar)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sem titulo

Esta é uma fotografia que, pela multiplicidade de signos com que pode ser abordada e dessiminada, apenas me ocorre um comentário em forma de título e que pode ser: o homem que quer atravessar a estrada.
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Será que....

...as rosas choram?
 
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sem titulo...

....mas pode ser sobre o intemporal, sobre aquilo que não tem conotação com um tempo, com uma data, com um período!