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Está sempre presente um olhar muito pessoal, um pensamento, uma ideia, uma opinião ou uma critica, sempre que espreito através do visor da máquina fotográfica.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Agora não, ainda não
Já era noite quando aquele homem, em passo apressado, entrou
na estação.
Estava frio apesar do casaco lhe fazer crer que não haveria
motivo para se sentir assim.
Meteu a mão no bolso e tirou uma nota de 10 euros.
Um homem de cara cheia, rosto gelado e de aspeto simples olhava-o
fixamente talvez por se sentir sozinho naquela estação ou apenas porque o frio o
impedia de pensar em qualquer outra coisa.
Meio confuso, dirigiu-se à bilheteira e pediu um bilhete
para até onde aquele dinheiro desse desde que fosse no próximo comboio que passasse
por aquela estação.
O homem da bilheteira olhou-o fixamente por uns segundos.
Sem dizer uma palavra viu qual o próximo comboio e até onde daria a nota de 10
euros e deu-lhe o bilhete rodando aquela coisa do tipo “toma lá dá cá”, sempre
atento se a nota estava na parte certa e oposta da roda.
O homem recebeu o bilhete e sem sequer olhar qual o seu
destino, sentou-se ao fundo da estação. Os seus olhos, meio inchados, manifestavam
alguma tristeza e transpareciam água e sal.
Passou pouco mais de um minuto quando o silêncio foi
interrompido. O homem levantou-se apressadamente, tirou o bilhete do bolso, amachucou-o
como um vulgar papel de pastilha elástica, atirou-o para o canto da sala e
saiu.
Agora não, ainda não
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho assuntos por resolver
Agora não, ainda não
Já conheço o inferno e o céu
E ando a rondar o jardim
Das delícias
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Agora não, ainda não
Tenho um grande fascínio por ti
Havemos de discutir
Há mistérios por desvendar
Agora não, ainda não
Há enigmas que só nós dois
Teremos de decifrar
Um dia
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Agora não, ainda não
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho coisas por resolver
Agora não, ainda não
Guarda-me esse barco tardio
Dá espaço ao meu coração
Vadio
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho assuntos por resolver
Agora não, ainda não
Já conheço o inferno e o céu
E ando a rondar o jardim
Das delícias
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Agora não, ainda não
Tenho um grande fascínio por ti
Havemos de discutir
Há mistérios por desvendar
Agora não, ainda não
Há enigmas que só nós dois
Teremos de decifrar
Um dia
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Agora não, ainda não
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho coisas por resolver
Agora não, ainda não
Guarda-me esse barco tardio
Dá espaço ao meu coração
Vadio
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
A fotografia da onda
A onda de McNamara ou de Tó Manel?
Não interessa. O que interessa é que este norte-americano e sobretudo, este fotógrafo português, “Tó Manel” (António Manuel da Silva), fizeram mais pelo turismo em Portugal, a custos reduzidos, que os prestigiados fotógrafos internacionais pagos a peso de ouro (com o nosso dinheirinho e a nosso convite) fizeram com as suas campanhas “fotográficas” e que nós, “orgulhosamente” (?) apresentámos “lá fora”.
Também é interessante analisar este fenómeno de popularidade, pelo ponto de vista fotográfico.
Se Tó Manel não tivesse feito esta fotografia, McNamara seria assim tão falado no momento?
Não era, tenho a certeza. Grande parte deste protagonismo deve-se à excelente fotografia do momento.
Estas coisas da informação e comunicação têm estes fenómenos. Por vezes uma fotografia pode ser a chave fundamental para o reconhecimento de capacidades de muitos outros. O que é pena, é que esta capacidade de testemunhar, comprovar e surpreender pelo processo fotográfico, seja, por vezes tão pouco reconhecida e valorizada.
Basta ver algumas notícias sobre este assunto.
Sabemos tudo sobre a vida de McNamara mas sobre Tó Manel quase nem conseguimos saber a sua naturalidade.
Parabéns para McNamara mas principalmente, parabéns para Tó Manel.
Parabéns também para outro surfista português (António Silva) que parece ter feito algo idêntico ao norte-americano.
Teve azar. Tó Manel não conseguiu uma boa fotografia da sua prestação…
http://www.ionline.pt/desporto/antonio-silva-surfista-dropou-ondas-mcnamara-mundo-nao-viu
http://expresso.sapo.pt/mcnamara-poe-onda-da-nazare-na-capa-do-the-times=f783227
http://www.dn.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=3024438
http://www.publico.pt/desporto/noticia/ondas-na-nazare-sao-unicas-no-mundo-diz-mcnamara-1582526
http://expresso.sapo.pt/mcnamara-poe-onda-da-nazare-na-capa-do-the-times=f783227
http://www.dn.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=3024438
http://www.publico.pt/desporto/noticia/ondas-na-nazare-sao-unicas-no-mundo-diz-mcnamara-1582526
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Fotografia e luz
Está nos manuais.
Condição essencial para haver fotografia, é haver luz!
Aliás, é o efeito e a forma da incidência da luz no plano que fotografamos que nos pode dar aquela imagem que pode transformar uma imagem banal numa imagem que pode ser a fotografia da nossa vida.
Mas por outro lado, a fotografia também pode ser a antítese disso tudo.
Por exemplo, uma fonte de luz pode ser retratada apenas pela luz que lhe incide e pela sombra que provoca, mantendo também o seu interesse estético, isto é, pode ter um papel passivo, apesar de ser...uma fonte de luz.
Mas pode bastar apenas um gesto para podermos baralhar isto tudo e podermos ter uma fotografia da fonte de luz, agora irradiando o seu próprio brilho esbatendo a sombra que as outras luzes lhe provocam.
É tudo uma questão de opção.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Voa
Voa.
Apesar do teu céu estar carregado,dos ventos se mostrarem zangados
e do teu ar ficar cada vez mais gelado,
voa.
E quando menos esperares
estarás de novo a salvo
pronta para mais um nascer do sol
ou de uma noite de luar!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Facecity
Não sabemos se é o mural da Lena.
Sabemos sim que é um mural comum, daqueles públicos, dos que nem é preciso pedir amizade.
E a mensagem acaba por ser eficaz porque toda a gente a pode ler. Incluindo a Lena.
No entanto e apesar de estar ali na rua, para que todos a vejam, esta mensagem acaba por ser anónima.
Gosto deste facecity.
Fotografei e mostro aqui como forma de homenagem ao seu autor.
E à Lena, claro.
É como se tivesse colocado lá um "like".
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Da minha janela
A todos quanto vão espreitando esta minha janela virtual independentemente
da sua relação com a época que atravessamos, quero desejar as maiores
felicidades.
Esta é uma imagem da minha janela. Física. Mas que serve para
me ligar ao exterior e para que o exterior se ligue a mim.
Aberta ou fechada ela
constitui uma passagem. De luz.
Boas Festas.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
O meu barco
Talvez seja num rio, como tantos outros.
Talvez seja num lago, como tantos que conheço.
Ou talvez apenas na minha imaginação...
Talvez seja apenas o meu barco
Que passeia ao sabor da sua vontade
Nas águas frias das chuvas de inverno
Onde não tem medo de naufragar...
(clique na imagem para ampliar)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Sem titulo
Esta é uma fotografia que, pela multiplicidade de signos com que pode ser abordada e dessiminada, apenas me ocorre um comentário em forma de título e que pode ser: o homem que quer atravessar a estrada.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
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