Entre uma vitória que continua difícil e sofrida e o renovar da natureza.
Está sempre presente um olhar muito pessoal, um pensamento, uma ideia, uma opinião ou uma critica, sempre que espreito através do visor da máquina fotográfica.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Expo 98
Fotografias inéditas.
Fui ao baú.
De entre imensas fotografias que nunca foram ampliadas nem nunca sequer foram vistas por ninguém, encontrei estes negativos a preto de branco de uma das várias vezes que passei pela Expo 98.
Lembrei-me de repente que em pelicula era mais seletivo.
Estão aqui praticamente os dois rolos de 36 exposições que fiz nesse dia.
E apenas com objetivas fixas: 28 mm, 135 mm e 180 mm.
Como neste momento as redes sociais são uma ferramenta muito importante para a divulgação e promoção da fotografia, deixo aqui o link para a visualização completa deste álbum.
Basta clicar AQUI
segunda-feira, 8 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
Artistas...
Estão abertas as candidaturas para a 9ª edição do
BesRevelação, um dos “mais importantes” prémios nacionais de fotografia.
Mas atenção: destina-se apenas a artistas com menos de 30
anos de idade.
Quer isto dizer que existe uma idade para se revelar
artisticamente.
Será que a ideia, o conceito, a irreverência, a possibilidade
e o direito de poder questionar são estados reservados apenas a menores de 30
anos?
Nada disso.
É que este prémio é patrocinado por um Banco.
E o que fazem os Bancos? Ganham dinheiro. Investem meia dúzia
de patacos, exercem a sua influência e ganham milhares.
Vejamos: um artista com 30 anos tem muito tempo para “dar”
ao Banco. Muito mais do que um que se queira “revelar” aos 60.
Não é sensato investir num recém-artista que tenha 60 anos.
Tem pouco tempo para o Banco amortizar o seu investimento. Ele, o Banco, quer
carne fresca, para alimentar algum tempo, para depois valorizar e vender a sua
coleção a troco de muito mais do que investiu. É a logica do mercado.
Neste caso, o Banco alicia com 7500 euros e uma exposição em
Serralves. A partir daí, como o sistema está montado, já se pode considerar um “artista”.
Como diz Jorge Calado (um dos homens que em Portugal mais
sabe sobre fotografia), na sua rubrica semanal “tabela periódica” no caderno “Atual”
do jornal “Expresso” do dia 19 de janeiro último, “(…) Em Portugal não há
mercado de fotografia e os preços são regidos por conspirações entre artistas,
galeristas, curadores e instituições colecionadoras. Ouve-se falar em 50 mil ou
100 mil por dá cá aquela palha. Os estrangeiros não compram e as obras ficam em
Portugal, adquiridas pelos suspeitos do costume (…)”.
Se é Jorge Calado que o diz, quem sou eu para o
desmentir!...
Entretanto eu, lá me vou ter de me contentar a divulgar o
meu trabalho em blogues e no facebook.
Um dia, quem sabe, o governo ainda vá criar um novo imposto
sobre o ato criativo a aí sim, muitos de nós iremos ser reconhecidos como… artistas!
Finalmente.
quarta-feira, 27 de março de 2013
A janela
Há janelas assim.
Deve abrir... mas é melhor ter muito cuidado.
Resta-me saber se ela tem vida própria, se pode cair a qualquer momento, se está a querer passar despercebida ou se quer mesmo dar nas vistas.
Deve abrir... mas é melhor ter muito cuidado.
Resta-me saber se ela tem vida própria, se pode cair a qualquer momento, se está a querer passar despercebida ou se quer mesmo dar nas vistas.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Repetições
Vi na rede (incluindo o facebook, claro) inúmeras imagens deste local do passado fim de semana em que as águas subiram um pouco mais do habitual.
O meu desafio era apenas o de ir ao local e tentar fazer uma fotografia diferente de todas as outras que já tinha visto.
Acho que consegui. Mas tive de estar atento e esperar que tudo ficasse "composto" como estaria a imaginar na altura.
Bastou esperar.... e esperar...... e depois explorar a oportunidade.
Escolhi esta para vos mostrar. Espero que tenha conseguido uma fotografia diferente...aos vossos olhos também.
segunda-feira, 11 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Cantos, recantos...
... e outros encantos!
Foi o mote para mais uma exposição do Grupo de Fotografos Amadores do Ribatejo, que vai inaugurar já no proximo sábado, 9 de março, no Posto de Turismo de Constância.
Fica aqui o convite e a minha contribuição.
Foi o mote para mais uma exposição do Grupo de Fotografos Amadores do Ribatejo, que vai inaugurar já no proximo sábado, 9 de março, no Posto de Turismo de Constância.
Fica aqui o convite e a minha contribuição.
Esta fotografia foi captada num final de tarde e já foi publicada aqui, neste blogue, assim:
Para lá das margens
Ali estava
eu.
Mediando o olhar entre o
rio e a ponte, entre a ponte e a outra margem.
Não estava frio, não
havia vento.
Do lado de lá, esperava
que uma brisa calma pudesse chegar a este lado.
Passa um automóvel, dois,
mais uma ambulância e um camião e mais três automóveis.
Uns para lá, outros para
cá.
O movimento repetia-se a
curtos espaços de tempo.
Mas de repente, tudo
acalmou. Nem um automóvel mais.
Apenas o silêncio da
noite e a solidão da ponte.
O rio, esse, brevemente
iria cruzar-se com outro lá mais adiante.
Ainda pude ver os dois,
passeando de braço dado, em direção à cidade.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Dias assim...
... em que as nuvens cinzentas nos acordam de manhã,
e a chuva nos escurece os sorrisos.
Dias de aparente tempestade,
onde a vontade se confunde com a ilusão.
Dias em que dizemos sim quando dizemos não,
e dizemos não quando queremos o sim...
Dias em que de manhã o céu é opaco e cinzento
e à tarde nos mostra o brilho do sol e a magia da lua.
Há dias assim...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
A luz
Fiz esta fotografia, porque relacionei a função de cada muro
e reparei que a natureza, através do sol, conseguia mostrar-me que afinal um e
outro podiam ser o mesmo.
Um defendia a entrada no lugar, outro, lá dentro, preservava o lugar onde os defensores repousavam definitivamente.
Foi uma das situações em que me fez lembrar aquela velhinha
definição sobre fotografia e que diz mais ou menos que a fotografia é a
arte de desenhar com a luz.
(Em Evoramonte)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Agora não, ainda não
Já era noite quando aquele homem, em passo apressado, entrou
na estação.
Estava frio apesar do casaco lhe fazer crer que não haveria
motivo para se sentir assim.
Meteu a mão no bolso e tirou uma nota de 10 euros.
Um homem de cara cheia, rosto gelado e de aspeto simples olhava-o
fixamente talvez por se sentir sozinho naquela estação ou apenas porque o frio o
impedia de pensar em qualquer outra coisa.
Meio confuso, dirigiu-se à bilheteira e pediu um bilhete
para até onde aquele dinheiro desse desde que fosse no próximo comboio que passasse
por aquela estação.
O homem da bilheteira olhou-o fixamente por uns segundos.
Sem dizer uma palavra viu qual o próximo comboio e até onde daria a nota de 10
euros e deu-lhe o bilhete rodando aquela coisa do tipo “toma lá dá cá”, sempre
atento se a nota estava na parte certa e oposta da roda.
O homem recebeu o bilhete e sem sequer olhar qual o seu
destino, sentou-se ao fundo da estação. Os seus olhos, meio inchados, manifestavam
alguma tristeza e transpareciam água e sal.
Passou pouco mais de um minuto quando o silêncio foi
interrompido. O homem levantou-se apressadamente, tirou o bilhete do bolso, amachucou-o
como um vulgar papel de pastilha elástica, atirou-o para o canto da sala e
saiu.
Agora não, ainda não
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho assuntos por resolver
Agora não, ainda não
Já conheço o inferno e o céu
E ando a rondar o jardim
Das delícias
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Agora não, ainda não
Tenho um grande fascínio por ti
Havemos de discutir
Há mistérios por desvendar
Agora não, ainda não
Há enigmas que só nós dois
Teremos de decifrar
Um dia
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Agora não, ainda não
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho coisas por resolver
Agora não, ainda não
Guarda-me esse barco tardio
Dá espaço ao meu coração
Vadio
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho assuntos por resolver
Agora não, ainda não
Já conheço o inferno e o céu
E ando a rondar o jardim
Das delícias
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Agora não, ainda não
Tenho um grande fascínio por ti
Havemos de discutir
Há mistérios por desvendar
Agora não, ainda não
Há enigmas que só nós dois
Teremos de decifrar
Um dia
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
Agora não, ainda não
Eu não quero ir já por aí
Mais tarde vou-te encontrar
Tenho coisas por resolver
Agora não, ainda não
Guarda-me esse barco tardio
Dá espaço ao meu coração
Vadio
Tanto avião a chegar
Tanto avião a partir
E eu recuso-me a viajar agora
Se a lua me inquietar
Se a aurora me proteger
Não estou disposto a ir já embora
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