segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pereiro, Mação.


Tarde de sábado sem grandes compromissos mas com vontade de fazer qualquer coisa que me pudesse fazer sentir que o tempo pudesse ser aproveitado de uma forma mais saudável que o tradicional "passar o tempo". Talvez uma alternativa à espera que o tempo passasse e que a segunda-feira chegasse para mais uma semana.
Apetecia-me evadir com a alma, deixar as coisas terrenas por uns instantes, apetecia-me libertar e fotografar sem me questionar. Deixar o olhar fluir sem qualquer compromisso.
Fui ao facebook e vi as alternativas.
Pereiro, Mação. Boa.
Ruas enfeitadas, ou melhor, Capital da Ruas Enfeitadas.
Pelo menos é o que se pode ler nas placas à entrada da aldeia.
Aqui alguns estados de alma dessa tarde.
Ah, importante. A viagem.
Tão importante como lá chegar é a forma de o fazer.
Levei comigo o álbum Pale Sun, Crescent Moon (1993) de Cowboy Junkies.
Há mais de um ano que não ouvia este disco.
Soube-me bem.
Tudo.

 


 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A noite


Lembrei-me da noite.
Da noite cúmplice e misteriosa da nossa juventude.
Da noite em que nos deitávamos num muro qualquer, no escuro, a olhar as estrelas, a tentar perceber o que somos, o que andamos aqui a fazer...
E lembro-me de sentir o quanto podemos ser pequeninos no meio disto tudo.
É a idade de descoberta, da introspeção, da vontade de saber de tudo.
E por vezes  fico apreensivo quando volto a pensar nessas questões de novo.
É que muitas das nossas dúvidas da altura continuam sem resposta, ou com soluções pouco entendíveis, pouco lógicas, pelo menos para uma sociedade que queremos desenvolvida.
Os tabus, os medos, a acomodação às coisas, o próprio pensamento, etc, continuam a ser estados que pouco têm evoluído.
Teimam em ficar em segundo ou terceiro plano nas prioridades de cada um.
São fatores desconhecidos.
E sabemos bem o que o desconhecido causa em nós.
Ergue barreiras, propicia o medo e desliga a inquietação.
É mais fácil assim.
Mesmo sabendo que assim tenhamos de viver em função dos outros.
Em função do que está instituído.
O problema é que uma sociedade desenvolvida para se afirmar como tal precisa de se questionar, de se renovar, de contrapor, de exigir.
E a sociedade somos todos nós.
Se individualmente não conseguirmos questionar, é uma utopia consegui-lo em sociedade.
 
Estas fotografias foram captadas no Sardoal, a 6 de agosto ultimo, durante uma falha de corrente elétrica que deixou parte da vila às escuras.
 
(clique para ampliar)




domingo, 21 de julho de 2013

Véspera

Quinta do Bill e Filarmónica Gualdim Pais, juntaram-se para um espetáculo memorável na passada sexta-feira 19, na Praça de Touros de Tomar. Os arranjos para a Filarmónica foram de Nuno Leal.
Em opção à reportagem fotográfica do espetáculo (que acabei por ficar quietinho a ver e ouvir), passei por lá na véspera, para acompanhar a montagem e a afinação do som e da luz.
E foi assim.
 
(clique na foto para ampliar)
 





















quinta-feira, 11 de julho de 2013

Marchas Populares

Fim de tarde de sábado, calor a níveis consideravelmente fora do normal mas mesmo assim apetecia-me ir fotografar.
Costuma-se dizer que quem corre por gosto não cansa. Nesta caso, não transpira.
O programa das festas em Mação convidava para o desfile de Marchas Populares.
E fui até lá.
Encontrei gente conhecida, vi as marchas através da minha objetiva e ainda fiz novos amigos.
Foi um bom fim de tarde.
Por agora ficam aqui apenas estas imagens. Voltarei com outras.
 
 

 

 

 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Estados

Entre as noites de lua grande e brilhante e os dias que se esperam ensolarados e quentes, espero a tranquilidade da alma, quanto mais não seja para poder disfrutar do fato de não estar preocupado em fazer seja o que for.
 
com Keith Jarrett aqui
e aqui um pouco mais longo.
 
 
 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Lua

Noite após noite, há já muito tempo,
saio sem saber para onde vou,
(...)
 
 
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Invento

Invento é uma música do album Beijo Bandido de Ney Matogrosso. 
 
(...)
Alma
Que arrasta correntes
Que força as batentes
Que zomba da dor


Vento
Que joga na mala
Os móveis da sala
E a sala também


Leva
Um beijo bandido
Um verso perdido
Um sonho refém


Que eu não possa ler, nem desejar
Que eu não possa imaginar


Oh, vento que vem
Pode passar
Inventa fora de mim
Outro lugar


 
 
Letra completa e música aqui

(Obrigado a todos quantos têm visitado este blogue, não encontram entradas novas e voltam outra vez. Vamos ver se a subjetividade volta a ser mais regular.)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A incerteza dos dias

Entre a incerteza dos dias e a vontade de florir, a natureza lá nos vai lembrando que apesar de tudo, estamos na primavera.
 
 

 

 

 


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Sábado...

...em Sardoal, entre olhares furtivos e caminhos de fé.
 
 

terça-feira, 7 de maio de 2013

O muro

Ou a ausência dele.
Ou talvez a porta que se abre como alternativa à paragem obrigatória.
Um desvio lógico ou apenas uma fuga. Para as nuvens. Talvez.
Ou para o vazio. Para onde não existam preconceitos.
Talvez apenas até que os homens o reconstruam.....de novo!