Fim de tarde no Sardoal, com a lua envolta em algodão doce, o sol a pintar a paisagem e a noite a chegar pé ante pé.
Está sempre presente um olhar muito pessoal, um pensamento, uma ideia, uma opinião ou uma critica, sempre que espreito através do visor da máquina fotográfica.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Dia Mundial da Fotografia
Não sou de comemorar o dia disto ou o dia daquilo.
No entanto, no final da tarde do dia 19, dia mundial da fotografia, fui até aos Moinhos de Entrevinhas explorar a fotografia apenas com aquela coisa que também dá para falar com as outras pessoas e que se chama telefone.
Todos estes efeitos foram aplicados no local, antes da tomada da imagem, recorrendo apenas ao software do próprio aparelho.
E não deixa de ser fotografia por isso.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
A lua e o reflexo lunar
A lua é mentirosa.
Aprendi isso numa peça de teatro que ajudei a encenar com malta
nova, há mais de duas décadas no GETAS, quando era dirigente e membro
ativo.
Foi Rómulo de Carvalho, perdão, António Gedeão, que nos
ensinava que a lua quando parece um C é de fato Decrescente e quando a sua
curvatura é em forma de D é na realidade, Crescente.
E ontem lembrei-me disso.
Desafiei o Sérgio e lá fomos nós noite dentro, em direção aos
Moinhos de Entrevinhas acompanhados pelo António, o rapaz do "fogo".
Íamos fotografar o luar apenas por divertimento e como forma
de contraponto á esperada proliferação de "luas" que iriam aparecer
por aí nas redes sociais.
Fotografar o reflexo lunar é diferente do que fotografar a
lua.
A lua sendo a mesma, é igual em muitos casos, já a luz que
ele reflete depende da paisagem onde nos encontramos.
Mas rapidamente o António me fez perceber que a imaginação e
a criatividade podem estar muito além daquilo que teimosamente tentamos ver
como realidade.
Há a lua e o luar. A realidade e a imaginação.
E pouco a pouco lá me fui deixando levar na aventura.
Até que me encontrei bem dentro do espirito aventureiro do
escuro e das lanternas, da luz e do faz de conta, do programado e da surpresa.
Foi divertida a aventura com o António.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Paisagens
Gosto de fotografias simples.
E por vezes, as fotografias simples, são aquelas que resultam de um olhar simples, quer seja entre a luz e a sombra ou entre o claro e o escuro.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Palco e representação
Podia não ter palavras, poderia ter apenas o título que está aqui em cima a azul, que eventualmente cada um teria a sua interpretação.
Mas, pessoalmente, esta fotografia quer fazer uma reflexão sobre o que somos e o que queremos mostrar aos outros.
E isso leva-nos a pensar que podemos ser apenas meros atores no mundo real.
E assim todos temos um palco e todos os dias representamos para uma plateia.
Como se todos os dias, nos esquecêssemos de ser nós próprios.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
A Festa
Com vontade de voltar aqui com mais regularidade, tento acabar o mês de julho com uma proposta fotográfica de acordo com a espuma dos dias que vamos vivendo atualmente: a festa.
Seja ela um motivo de convívio ou de distração, a festa constitui, também, uma oportunidade para podermos brindar à vida e podermos fazer dela, uma festa, todos os dias.
Seja ela um motivo de convívio ou de distração, a festa constitui, também, uma oportunidade para podermos brindar à vida e podermos fazer dela, uma festa, todos os dias.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Fé...aprisionada!
Pormenor do sistema de fixação de uma imagem de culto a um pequeno barco.
Esta fotografia quase que não precisava de mais alguma explicação.
Mas como todas as fotografias, esta também pode ter inúmeras leituras.
Pode parecer que foi uma solução de recurso para as pessoas poderem manter ali a imagem com alguma segurança mas, também pode significar a tentativa de alguém segurar a sua própria fé, nem que para isso tivesse de a prender momentaneamente, para que ela não fuja.
(Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem, Constância 2014)
segunda-feira, 2 de junho de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Andar na linha
É uma provocação, claro.
Andar na linha pode ser apenas uma forma de estarmos bem na vida, aos olhos dos outros, claro.
Mas também pode ser uma forma de andarmos consoante as nossas convicções e as nossas vontades.
terça-feira, 20 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
A nuvem que foi à festa
Apareceu assim de repente, tentando que ninguém a visse.
Teve coragem.
Não seria fácil. Talvez pensassem que ela quereria estragar
a festa.
Mas não.
Aquela nuvem apenas queria voar um bocadinho e até acabou
por ir à boleia da brisa.
Mas acho que só eu a vi e lhe disse olá.
Porque também fui à festa.
Contou-me ela que outra nuvem tinha tentado voar mas acabou
por desistir.
Não arriscou. Sempre teve medo de voar, contou-me ela. Faltou-lhe
a vontade, acrescentou.
Sim, continuou ela, que quando uma nuvem tem vontade de ir à
festa...vai.
(Sobre uma nuvem, Constância, Festas de Nossa Senhora da Boa
Viagem, 2014)
domingo, 4 de maio de 2014
A arte
Fantástica crónica de José Tolentino Mendonça na revista do
expresso deste fim de semana.
É sobre arte. E sobre a mãe, hoje que se comemora o seu dia.
Diz ele que o valor da arte (e por vezes o seu significado)
está dependente do dinheiro que alguém esteja disposto a pagar. Os objetos artísticos
tornaram-se mercadoria e entram num circuito como qualquer ramo do comércio.
Isto tudo porque o fotografo Tatsumi Orimoto decidiu que o
seu dever e a sua arte passariam a ser uma coisa apenas: cuidar da sua mãe, que
sofre de depressão e Alzheimer.
Surge assim o projeto Art Mama, onde reflete sobre a maternidade,
a doença, os laços familiares e sobre as formas de relação com a alteridade,
que é quando o outro está perdido nos labirintos da dor e da memória.
A relação do mercado da arte com este projeto, é que Orimoto
desenvolve uma arte profundamente critica em relação às prioridades, aos cânones
de beleza e aos modelos de felicidade contemporâneos.
Nas suas fotografias, diz Tolentino, "ele dá a ver o
mundo dos idosos, esse humaníssimo mundo onde os direitos são relativizados e
sobre o qual recaiu uma condenação de invisibilidade. A metáfora visual que os
seus rostos desprotegidos desenham recoloca-nos perante as perguntas
essenciais. E a verdade é que precisamos mais de uma arte que (nos) faça
perguntas do que uma industria para decorar paredes."
segunda-feira, 28 de abril de 2014
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