segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Casa das Alba

Um dia depois do GETAS ter comemorado os seus 28 anos de vida, o grupo estreou no passado sábado, 20 de Novembro, a sua última produção teatral : “A Casa das Alba” de Federico Garcia Lorca, encenada por Rafael Vergamota.

Claro que passei por lá, quer para registar fotograficamente para o boletim “O Sardoal”, quer pela ligação que tenho com o grupo.

E gostei bastante desta nova produção. Voltei a ver gente a representar pela primeira vez e bem, (sempre um apanágio deste grupo) e vi um espectáculo digno da qualidade a que o GETAS nos tinha vindo a habituar (embora sem a grande surpresa previamente anunciada como “uma coisa como nunca se viu por cá”).

É muito bom saber e constatar que o GETAS está vivo e que o trabalho que eu e muito mais gente teimámos em continuar mesmo quando nunca apareciam listas para os seus corpos sociais, foi proveitoso para o Sardoal e para todos os que têm podido usufruir das suas produções culturais.

Parabéns a todos os intervenientes em geral e em particular para a Tânia Falcão (grande prestação), para a Natália e para a Cristina que me surpreenderam pelas suas também excelentes prestações em palco.

O espectáculo repete dia 26 deste mesmo mês. Acompanhe tudo em www.getas.pt .

PS 1 – O ambiente desta encenação é feito apenas recorrendo à iluminação de velas pelo que a captação de imagens está muito dificultada.

PS 2 – Deixei a sugestão na altura. A parede que fica em frente da maioria dos espectadores não mereceu grande atenção nesta encenação. Senti-me sempre na sala do Centro Cultural Gil Vicente (avisos legais fluorescentes, extintores, quadros brancos de utilização polivalente, ombreiras da porta em branco, parede em tijolos, etc) e nunca na "Casa das Alba".

(Este espectáculo tem a particularidade de ter várias pessoas a desempenhar os mesmos papeis, consoante as suas disponibilidades pessoais, pelo que a minha apreciação anterior diz respeito apenas ao espectáculo a que assisti).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Segredo dos Seus Olhos

Cinema e fotografia sempre andaram de braço dado.

Aliás, o cinema nasceu pelas sucessivas tentativas de conseguir reproduzir movimento, através das técnicas fotográficas.

Mas isso para agora não interessa. É apenas uma explicação para este post.

É que vi recentemente um filme que foi distinguido este ano, pela Academia, com o Óscar de “Melhor Filme Estrangeiro”.

E não é para menos. É de facto um dos melhores filmes que vi ultimamente.

Realizado por Juan José Campanella, conta com as excelentes interpretações de Ricardo Darín e da espantosa Soledad Villamil.

Aqui e aqui poderão ver algumas referências a este filme. Ah, quase esqueci de referir que é um filme Argentino.

Recomendo vivamente. Um filme que tenciono comprar para rever.

Concordo plenamente com uma frase deste filme que também foi salientada por outros:

Um tipo pode mudar tudo. A sua cara, a sua casa, a sua família, a sua namorada, a sua religião, o seu Deus. Mas há uma coisa que não pode mudar. Não pode mudar a sua paixão.” – Pablo Sandoval (personagem do filme).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Movida local

Um dos potenciais turísticos de muitas localidades portuguesas e espanholas, (contexto ibérico, claro) e de onde retirei a expressão para o título deste post, é a sua vida nocturna.

Sábado à noite. Saí de casa logo a seguir ao jantar. Um amigo entrou-me casa adentro com o convite para irmos beber um copo e, juntando o útil ao agradável acabei por andar a fotografar a noite. A nossa noite.

Potes Bar para começar. Ainda estavam a montar o equipamento sonoro.

Há música ao vivo hoje, perguntei? Não, é Karaoke, responderam-nos.

Ok. Já cá voltamos.

Bar Puro. A noite estava fria e chuvosa e a eliminatória do concurso de DJ’s estava agendada como que um convite para uma noite diferente. Ainda é cedo. Já voltamos.

Rumámos entretanto à casa de chá “Tea House”. Estava fechada. Confirmei com o Daniel no restaurante/bar “Quatro Talhas”. Aqui também estava prevista animação musical. “Esperem um pouco que o Yuri vai tocar” aliciava-nos o “Kicas”, dono do estabelecimento e pai do Yuri. Enquanto esperávamos pelo dedilhar “mágico” na guitarra eléctrica do Yuri, bebemos uns copos com amigos. A noite prometia.

Quatro Talhas, Bar Puro e Potes Bar. Todos com programa de animação. A noite do Sardoal tem oferta.

Pena é que os estabelecimentos ainda não apostem muito na promoção e divulgação dos seus eventos.

Ficam aqui alguns retratos da “nossa” Movida Local.

Ah, convém explicar que todas as fotos foram captadas sem flash e com a sensibilidade por vezes a roçar os 25600 ISO…

sábado, 6 de novembro de 2010

Fotografias privadas

A "manchete" poderia ser assim, tipo Correio da Manhã, se fosse o caso, mas não.

O título talvez pudesse ser "memórias fotográficas" de sexta-feira.

Muda tudo, não muda?

Mas o que quero mesmo registar é que esta sexta-feira passada, foi rica em "fotografias privadas".

Privadas porque foram retratos que eu fiz e que mais ninguém nunca verá.

Foram fotografias pessoais que só eu vi (ou construí).

É que acabei a sexta-feira no coliseu de Lisboa a aplaudir de pé, Rodrigo Leão.

Para mim, foi um dos espectáculos mais importantes deste ano, de produção nacional.

A expectativa era grande. Já tinha visto Rodrigo Leão ao vivo, em Abrantes.

Agora tinha a possibilidade de voltar a viver esses momentos.

E tirei muitas fotografias. Privadas, claro. Não as posso mostrar. Não as consigo mostrar.

Não levei máquina fotográfica. Só as registei mentalmente.

Foi um concerto que queria fruir apenas.

Por vezes precisamos desses momentos.

E confirmou-se o que eu esperava. Um excelente concerto.

Claro que não quero entrar em pormenores e desvendar tudo, porque Rodrigo Leão ainda vai estar no Porto, no próximo sábado, 13 de Novembro e as pessoas que por aqui passarem podem não achar piada.

É como contar a outro o fim de um filme que vai assistir em breve.

E o mínimo que posso fazer é ... recomendar.

Voltarei ao assunto depois.

(As desculpas do objectivasubjectiva por não publicar algum retrato desta vez).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O nosso retrato

Estes retratos têm poucas palavras.

Olhei, pedi á senhora se a podia fotografar, ela abanou a cabeça a confirmar, arranjou-se, e sorriu.

Sem uma palavra.

Fotografei para vos contar melhor a história.

(Estremoz, Alentejo)

Tudo tem um fim.

Pode ser redutor mas, seja qual for o prisma com que se aborde a questão, tudo tem mesmo um fim.

Por exemplo nós seres humanos, nascemos, crescemos e morremos.

É um ciclo.

E o tempo da vida, da nossa vida, é apenas uma gota minúscula neste mar imenso de... tempo.

É como dizem os e-mails que circulam entre amigos de caixa de correio em caixa de correio, e que dizem por exemplo "Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de deitar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes!".

E é mesmo.

O tempo que passamos por cá é tão curto que deveríamos pensar as vezes necessárias até conseguirmos sentir que somos mesmo felizes.

É uma condição essencial para a vida. Digo eu, claro.

E a felicidade essa, também se constrói.

Mas também nós, seres humanos, somos responsáveis por outros tipos de finais.

Aqueles que vamos construindo para que, em sociedade, possamos vivermos melhor.

Ora fazemos nascer uns meios, ora "matamos" outros.

Para melhor, ou para pior.

Depende da forma como vemos as coisas.

(Linha de comboios desactivada em Estremoz, Alentejo)