sábado, 6 de novembro de 2010

Fotografias privadas

A "manchete" poderia ser assim, tipo Correio da Manhã, se fosse o caso, mas não.

O título talvez pudesse ser "memórias fotográficas" de sexta-feira.

Muda tudo, não muda?

Mas o que quero mesmo registar é que esta sexta-feira passada, foi rica em "fotografias privadas".

Privadas porque foram retratos que eu fiz e que mais ninguém nunca verá.

Foram fotografias pessoais que só eu vi (ou construí).

É que acabei a sexta-feira no coliseu de Lisboa a aplaudir de pé, Rodrigo Leão.

Para mim, foi um dos espectáculos mais importantes deste ano, de produção nacional.

A expectativa era grande. Já tinha visto Rodrigo Leão ao vivo, em Abrantes.

Agora tinha a possibilidade de voltar a viver esses momentos.

E tirei muitas fotografias. Privadas, claro. Não as posso mostrar. Não as consigo mostrar.

Não levei máquina fotográfica. Só as registei mentalmente.

Foi um concerto que queria fruir apenas.

Por vezes precisamos desses momentos.

E confirmou-se o que eu esperava. Um excelente concerto.

Claro que não quero entrar em pormenores e desvendar tudo, porque Rodrigo Leão ainda vai estar no Porto, no próximo sábado, 13 de Novembro e as pessoas que por aqui passarem podem não achar piada.

É como contar a outro o fim de um filme que vai assistir em breve.

E o mínimo que posso fazer é ... recomendar.

Voltarei ao assunto depois.

(As desculpas do objectivasubjectiva por não publicar algum retrato desta vez).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O nosso retrato

Estes retratos têm poucas palavras.

Olhei, pedi á senhora se a podia fotografar, ela abanou a cabeça a confirmar, arranjou-se, e sorriu.

Sem uma palavra.

Fotografei para vos contar melhor a história.

(Estremoz, Alentejo)

Tudo tem um fim.

Pode ser redutor mas, seja qual for o prisma com que se aborde a questão, tudo tem mesmo um fim.

Por exemplo nós seres humanos, nascemos, crescemos e morremos.

É um ciclo.

E o tempo da vida, da nossa vida, é apenas uma gota minúscula neste mar imenso de... tempo.

É como dizem os e-mails que circulam entre amigos de caixa de correio em caixa de correio, e que dizem por exemplo "Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de deitar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes!".

E é mesmo.

O tempo que passamos por cá é tão curto que deveríamos pensar as vezes necessárias até conseguirmos sentir que somos mesmo felizes.

É uma condição essencial para a vida. Digo eu, claro.

E a felicidade essa, também se constrói.

Mas também nós, seres humanos, somos responsáveis por outros tipos de finais.

Aqueles que vamos construindo para que, em sociedade, possamos vivermos melhor.

Ora fazemos nascer uns meios, ora "matamos" outros.

Para melhor, ou para pior.

Depende da forma como vemos as coisas.

(Linha de comboios desactivada em Estremoz, Alentejo)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Poço da Morte

Lembro-me ainda de o ter visto, pela ultima vez, em Abrantes.

Já lá vão muito anos. Certamente mais de duas décadas e meia.

Mas no domingo passado, numa visita á Feira de Santa Iria em Tomar e lá mesmo no fim do recinto, no final de todos os outros divertimentos em que experimentamos sensações ao vivo, subindo e descendo um carril a alta velocidade ou nos tradicionais carrinhos de choque, lá estava ele, o Poço da Morte.

Aproximei-me e olhei aquela moto sobre três rolos, que serve de chamariz para as pessoas. Foi como que um flashback.

Num ímpeto estava a comprar os bilhetes para subir lá acima, ao topo do poço.

Foi rápido. Num instante estávamos lá em cima a olhar para o interior daquela frágil estrutura em madeira, com duas motos lá no fundo, misturadas com várias embalagens de combustível e óleos parcialmente iluminados por uma rampa do poço que estava aberta e que servia de entrada e saída dos "artistas".

E eu, regressava assim, ao mundo da fantasia...

Por curiosidade o senhor mais velho que também arrisca a vida numa das motos e que anda várias voltas com o rosto tapado com uma bandeira portuguesa e com as mãos no ar tem... 81 anos.

Em ar de final de post e depois de ouvir as noticias na TV sobre a situação do nosso país e o que significa ser português... começo a pensar que "mais vale o Poço da Morte que tal sorte!"...

(Obrigado Sérgio Godinho pela inspiração para este final)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A azeitona tarda a chegar

Enquanto a azeitona tarda, deixo aqui algumas fotografias do Lagar de Valhascos, captadas em 2003. Actualmente este lagar está servido de equipamento do mais moderno que há. Estas fotografias foram captadas ainda em formato jpeg e com a máquina com que costumo andar sempre tipo bloco de notas, a velhinha Minolta A1.