segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Guia da Boa Esposa

Na rede, estas imagens aparecem com várias origens e vários propósitos.
Uns dizem fazer parte de um folheto espanhol de 1953. Outros afirmam pertencer a uma série mexicana de TV.
Seja qual for a origem estas imagens circulam por aí e são de um suposto passado recente.
Mas com o atraso que Portugal tem em relação ao resto da Europa como muitos afirmam, será que ainda conseguiríamos ver alguns destes “quadros” nas mulheres (esposas) da nossa sociedade actual?
Eu quero acreditar que não mas cada um que pense por si.
Mas também poderemos inverter as coisas.
Este manual poderá ser também o Guia do Bom Marido?
Quantos homens ainda se revêem nestes quadros?















Mas estejam descansados os maridos e descasadas as esposas que estas imagens pertencem mesmo a uma série mexicana “Las Aparicio”, com o subtítulo, Atrás de uma grande mulher…
Podem ver aqui: www.lasaparicio.com
Qualquer semelhança com a realidade é mesmo pura coincidência!...


video


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Morreste-me

A fotografia não tem tabus. Não pode ter.
Publiquei aqui há pouco tempo um texto e uma fotografia em que a temática é a morte.
Por um bocado de terra é uma sátira ao dinheiro.
À forma como se pode empregar esse dinheiro: comprando uma sepultura, neste caso, a nossa própria sepultura.
Acredito que incomode alguns e deixe outros a questionar-se sobre o meu estado emocional. Aconteceu, basta ver os comentários à fotografia no site onde está, o 1000imagens.
Agora encontrei esta iniciativa.
Um simpósio e um Concurso de Fotografia sobre o LUTO.
Não quis deixar de o divulgar aqui. É que isto anda tudo ligado. Lembro-me por exemplo que Chamusca há alguns anos também realizou o “Congresso sobre a Morte”.
Isto tudo porque há dias, uma amiga dizia-me no meu (nosso) local de trabalho, que era uma atenta visitante deste blogue porque gostava muito das minhas fotografias. Mas logo de seguida disse: excepto, claro, aquelas do cemitério tiradas ao nascer do sol.
Dessas não gosto muito. Tratam da morte.
Expliquei que o objectivo era apenas tratar deste tema sem preconceitos e que “o sol quando nasce não é mesmo para todos”.





Deixaste-te ficar em tudo. Sobrepostos na mágoa indiferente deste mundo que finge continuar, os teus movimentos, o eclipse dos teus gestos. E tudo isto é agora pouco para te conter. Agora, és o rio e as margens e a nascente; és o dia, e a tarde dentro do dia, e o sol dentro da tarde; és o mundo todo por seres a sua pele.

José Luís Peixoto, Morreste-me


"Morreste-Me" - Exposição de Fotografia sobre o Luto é um concurso de fotografia inserido no Simpósio Luto a realizar nos dias 17 e 18 de Março de 2011 nos Hospitais da Universidade de Coimbra e organizado por: AHSC – Associação de Humanização em Saúde de Coimbra, SAER – Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa dos HUC, Associação dos Médicos Católicos de Coimbra, Associação dos Enfermeiros Católicos de Coimbra, Comissão Diocesana da Pastoral da Saúde, Coordenação das Capelanias Hospitalares da Diocese de Coimbra, SPES Saúde – Serviço Pastoral do Ensino Superior na vertente da Saúde.

Links


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Materiais (mesmo) diversos

Quando li a noticia é que me lembrei que também colaborei no projecto MATERIAIS DIVERSOS, de Tiago Guedes que ocorreu aqui ao lado, em Alcanena e que mereceu o melhor reconhecimento pela critica nacional.
É que o O Centro Pompidou de Metz, em Paris, dedicou um programa a este coreógrafo português.
Entre 16 e 20 de Janeiro, Tiago Guedes apresentou três espectáculos entre os quais, "Materiais Diversos".
Diz a noticia do Expresso que Tiago Guedes surge... no âmbito de um programa dedicado a mergulhar no universo de artistas de relevância mundial... e que convida os espectadores a contactar directamente com os autores.
Durante a semana vou colocar aqui fotografias captadas em Minde e que serviram para esta edição especial do PAPELPAREDE do Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos, que desta maneira se associou ao projecto.

(Clique nas fotos para ampliar)









sábado, 15 de janeiro de 2011

A árvore que dava sonhos

Naquela tarde, o velho Artur tinha sido confrontado com a pergunta que Ana e António lhe tinham colocado.
Os seus 95 anos adivinhavam uma solução sensata, madura e ponderada e que pudesse funcionar como a verdade e o alento que eles tanto procuravam.
Com cerca de metade da idade de Artur, apenas queriam saber a sua opinião sobre o caminho que ambos tinham proposto calcorrear, tantas eram as suas dúvidas.
O velho Artur depois de os ouvir, apontou para uma velha e escura árvore situada ao fundo do quintal e perguntou-lhes:
- Vêem aquela árvore?
- Sim - disseram eles – é uma árvore esquisita e diferente acrescentou Ana.
- Sim. Diferente, reforçou Artur. Dá frutos diferentes.
- Diferentes como, perguntou António.
- Dá frutos que só acreditando neles é que vemos que é possível existirem. É uma árvore de sonhos!
Os dois entreolharam-se, deram as mãos e deixando transparecer a sua admiração António perguntou:
- E como sabemos se esses sonhos…
- Basta pensarem nos vossos sonhos e olhar para ela, interrompeu Artur. Se virem aquilo que sonharam é porque vocês acreditam em vós próprios e não precisam da ajuda e da opinião de ninguém.
Ana e António foram até á arvore e saíram logo a correr, despedindo-se de Artur com grande alegria.
Entretanto Artur com a ajuda da frágil bengala que o acompanha desde a sua juventude foi até junto da árvore e sonhou com o brinquedo que tanto quis ter quando era criança!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Por um bocado de terra

Nascemos, crescemos, aprendemos a viver,
trabalhamos, trabalhamos, trabalhamos!
Todo o dia é passado numa correria e...
quando damos por isso, já é tarde, ou já não há tempo...
Compramos, vendemos, trocamos e investimos.
Esquecemos os problemas, as mágoas e as desilusões.
Por instantes vivemos!
Vivemos e ansiamos por chegar a casa e poder finalmente descansar.
Voltamos por fim a ser nós, por mais uns breves minutos.

Esfalfamo-nos toda a vida a lutar pelos nossos desejos,
pelos nossos sonhos.
Mas por fim podemos dizer que fica algo.

Sim. Tanto trabalho mas aquele bocadinho de terra, é nosso!
Está garantido!

Já está comprado!
Ninguém nos tira!...


Passei pelo 1000imagens.com onde tenho galeria fotográfica e encontrei-o com um ar novo, mais jovem. Gostei.
Andei a rever algumas fotografias de que gosto muito.
Parei aqui nesta foto talvez por ser daquelas que me deu muito prazer fazer, enquanto era assaltado pelo pensamento que descrevi.
Porquê colocá-la aqui e agora?
Não sei, algo me fez relembrar o quanto esta vida é passageira... 

domingo, 9 de janeiro de 2011

Viagens 3

Volto ás viagens e com mais umas quantas fotografias nos Açores.
A fotografia de viagem não tem de ficar colada á fotografia tipo dos postais ilustrados que conhecemos e que queremos "repetir" para trazer para casa e mostar que estivémos lá.
Há uma infinidade de outras coisas que podemos explorar. A cor, o grafismo, a calmaria, a paisagem, o nosso estado de espírito...
E, a principal forma de o fazer é lembrar que estamos a andar em frente e que, de vez em quando, podemos também olhar para trás...
As duas primeiras fotografias são o exemplo claro deste pensamento.
A primeira, foi tirada no sentido da viagem e a outra foi feita dois minutos depois, quando olhava para trás.
Qual a melhor? Não sei. Ambas têm a sua identidade e a sua beleza.





















terça-feira, 4 de janeiro de 2011

3 anos

O essencial é saber ver,
saber ver sem estar a pensar,
saber ver quando se vê,

e nem pensar quando se vê,
nem ver quando se pensa.
Fernando Pessoa

Coincidência ou não, acabei agora de ultimar, já dia 4 de Janeiro, um trabalho académico sobre o tema "A Comunicação através da Imagem e a Linguagem Fotográfica".
E este trabalho tem tudo a ver com este blogue.
Quer na temática quer no dia em que foi ultimado.
É que este blogue fez ontem dia 3, três anitos.
Ainda está no inicio da sua vida, assim o espero.
Um grande obrigado a todos quantos têm passado por este espaço que no fundo é uma casa de partilha de ideias, de lamentos, de criticas e sugestões, de subjectividade...

Sempre que queiram entrem.
Estão á vontade.
A casa é vossa também.

E sobre a objectividade da fotografia muito se tem debatido.
E claro que não existe objectividade. Cada foto integra sempre a visão pessoal do fotógrafo, a sua formação profissional, a sua técnica, a sua cultura, a sua vivência, a sua personalidade, o seu ponto de vista, o seu lado, a sua marca!  

domingo, 2 de janeiro de 2011

A cortina

No Sardoal, o ano de 2010 despediu-se com nevoeiro, envolvendo a mudança do calendário numa áurea de mistério e magia como que escondendo alguma apreensão pelo ano que se aproxima.


É como se estivesse a esconder, através da sua cortina, o que nos reserva 2011, de bom e de mau. Aumento de impostos, redução do poder de compra, apreensão pelo futuro, novos modelos de gestão do orçamento familiar, mais desemprego…


Mas gostava também que essa nuvem escondesse mais esperança, mais felicidade, mais solidariedade e sobretudo, que nos despoletasse um maior esforço e interesse para o outro lado que a vida nos pode proporcionar de bom: ouvir mais música, ler mais livros e jornais, ver mais cinema, participar mais em movimentos associativos de causas culturais, sociais, etc ou seja, termos as ferramentas para sermos mais críticos e mais exigentes em relação ao que nos rodeia.


Quanto mais nos empenharmos na nossa própria formação enquanto indivíduos, maiores são as possibilidades de conseguirmos encontrar uma saída para nós e para este país.


A propósito, no Sardoal, 2011 terminou o seu primeiro dia envolto com a luz do sol. Será um indício de esperança?